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Os seguros de capitalização que garantem o montante investido e oferecem rendimento variável têm custos elevados e falta de liquidez. Em 2009, renderam 2,6% brutos, o valor mais baixo da última década.
A PROTESTE POUPANÇA analisou estes produtos e concluiu que, para o mesmo prazo, os certificados do tesouro são mais interessantes.
Comercializados por bancos e seguradoras que operam no ramo vida, os seguros de capitalização não cobrem riscos. São produtos de poupança indicados para prazos superiores a 8 anos, dado a taxa de imposto sobre o rendimento (8,6%) ser inferior à da maioria das aplicações (21,5%). Permitiam algumas deduções no IRS, que entretanto o plano de estabilidade e crescimento eliminou. Daí, em 2010, os benefícios fiscais terem diminuído.
Resta a estes produtos o rendimento. O Solução Investimento e o Solução Poupança, da Zurich, são os mais rentáveis: obtiveram 3,5% e 3,7% brutos, em 2009 e nos últimos 5 anos. Os ganhos são superiores aos dos depósitos, mas ficam muito aquém dos pagos por outras opções de baixo risco para o mesmo prazo.
É o caso dos recém-criados certificados do tesouro. Não exigem comissões e permitem maior liquidez. Também marcam pontos no terreno da segurança, pois beneficiam da garantia do Estado. Já perante falência ou fraude de uma seguradora, o mecanismo protector do investidor pode não ser suficiente para compensar os prejuízos.
No caso de pretender investir por um prazo de 5 a 10 anos, não gostar de correr riscos e querer uma garantia de rendimento, opte pelos certificados do tesouro. Tem de aplicar, no mínimo, 1000 euros. Se já subscreveu um seguro de capitalização, pode deixar de fazer entregas e aplicar em certificados.
28.07.2010
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