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Queda nas aplicações sem risco

Nas aplicações sem risco, as taxas dos depósitos a prazo continuam em queda e a remuneração líquida dos Certificados de Aforro atingiu um mínimo nunca antes visto. Em Abril, a taxa base será de apenas 1,8%. Enquanto as principais praças internacionais registaram quedas em Março, a Bolsa de Lisboa foi uma das raras excepções, valorizando-se ligeiramente.

Rendimento Garantido:

Certificados atingem o mínimo histórico! A remuneração líquida dos Certificados de Aforro atingiu um mínimo nunca antes visto: 1,8%. Também as taxas dos depósitos a prazo continuam em queda e, em média, proporcionam rendimentos muito abaixo da taxa de inflação esperada para 2003. Antevemos mais um ano negro para a poupança.

Taxas de câmbio:

Fortes oscilações caracterizaram o mês de Março. O dólar americano navegou ao ritmo das operações militares no Iraque e acabou o mês a perder 1,2% para o euro. A nota verde deverá continuar a oscilar consideravelmente, pelo menos, nos tempos mais próximos.

Mercados bolsistas:

Volatilidade elevada. As bolsas no mês de Março conheceram movimentos contraditórios, com a volatilidade a atingir valores elevados. Depois da onda compradora causada pelo início da guerra, os mercados rapidamente perderam o fôlego fechando, em regra, o mês negativos.

 

Rendimento Garantido

Continuam as descidas na remuneração dos depósitos. Para prazos de um a três meses, a banca online tem as melhores propostas. Para períodos superiores é a banca tradicional que lidera. A taxa líquida média de um depósito de € 5.000 a um ano é agora de 1,3%, muito abaixo da inflação esperada pelo Governo para 2003 (2,5%).

Depósitos abaixo da inflação

  • Na banca online a Poupança Quinze destaca dois depósitos: o BNC Net Prazo do Banco Nacional de Crédito Imobiliário (um mês) e o SuperDepósito da Bigonline (três meses). O primeiro apenas pode ser constituído através do serviço homebanking desta instituição bancária. A remuneração é igual à Euribor em vigor na data de constituição do depósito, acrescida de 0,5% brutos. O mínimo de constituição é € 500. No início do mês de Abril, proporciona 2,5%. O Super Depósito da Bigonline, remunera a 3% o saldo até € 5.000 e o remanescente à taxa Euribor a três meses.
  • Na banca tradicional e para depósitos a um ano, o Banco Nacional de Crédito Imobiliário (BNC) com a conta Imoprazo, proporciona 2,3% líquidos a partir de um montante mínimo de € 5.000. Se tem menos capital e pretende um depósito para um prazo inferior (até seis meses) pode optar pela Conta MG 24 do Montepio Geral. O montante mínimo exigido é € 125. Além disso, pode personalizar o prazo entre um e seis meses. A remuneração é feita sempre à taxa líquida de 2,2%.

Certificados no mínimo

As subscrições e renovações de Certificados de Aforro a efectuar no mês de Abril são remuneradas à taxa base líquida de 1,8%, o valor mais baixo da história desta tradicional aplicação. Contudo, o atractivo mantém-se: após os primeiros seis meses, o prémio de permanência semestral é de 0,2% líquidos até ao limite de 1,6%. A quem já beneficia do prémio de permanência, a Poupança Quinze recomenda que deve sempre resgatar os Certificados de Aforro mais recentes, mantendo os mais antigos. Ainda segundo a Poupança Quinze, dado o panorama de taxas baixas, quem pode investir a longo prazo poderá optar por constituir uma carteira diversificada de fundos de investimento (acções e obrigações) e/ou subscrever fundos imobiliários.

Certificados de Aforro

Taxa base (1)

Prémio de permanência (2)

1,8%

0,2%

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os certificados subscritos em Abril de 2003 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.

Depósitos a Prazo (1)

Taxa média (2)

Melhor taxa (3)

1,3%

2,3%

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5.000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 07/04/03. (3) Proporcionada pelo Banco Nacional de Crédito Imobiliário (Imoprazo).

 

Câmbios, Inflação e Taxas de Juro

Ao longo do mês de Março, a evolução do mercado cambial foi mais ditada pelo desenrolar da guerra do que pela divulgação de dados económicos. Na primeira quinzena, as incertezas sobre a crise iraquiana prejudicaram o dólar americano e impulsionaram o euro para lá da fasquia de 1,10 dólares. Após o ultimato de G. Bush e o início das hostilidades, o mercado apostou numa vitória rápida, o que levou à apreciação do dólar. Com a resistência das forças iraquianas, o entusiasmo esfriou um pouco e o dólar voltou a deslizar, fechando o mês a perder 1,2% para o euro.

Nas taxas de juro, referência para os cortes efectuados na zona euro, Noruega, Suécia e Suíça. As autoridades monetárias tentam, dessa forma, dar um novo alento às respectivas economias.

Se os mercados flutuam, actualmente, ao sabor dos desenvolvimentos no Iraque, mais tarde ou mais cedo, a análise voltará à dura realidade económica. E esta começa já a sofrer com a intervenção no Iraque. As principais organizações internacionais como o FMI e a OCDE deverão apresentar as suas mais recentes estimativas, esperando-se uma revisão em baixa considerável, das previsões efectuadas anteriormente para o crescimento.

Num cenário improvável, mas possível, um prolongamento da guerra poderia provocar uma recessão mundial. Perante essa eventualidade, os Estados Unidos estariam particularmente vulneráveis. Além dos habituais desequilíbrios, a economia americana terá também agora de fazer frente à rápida deterioração das contas públicas, com o custo da guerra a ser bem mais caro que o previsto.

 Câmbios em 31/03/03

Cód. ISO

Moeda

Câmbio em euros

Variação face ao euro
(em %)

Flutuações

Perspectivas (1)

1 mês

1 ano

1 ano

Longo prazo

GBP

Libra esterlina

1.4485

-0.9

-11.3

Moderadas

-

-

CHF

Franco suíço

0.6781

-0.9

-0.5

Reduzidas

-

=

DKK

Coroa dinamarquesa

0.1347

0.0

0.1

Reduzidas

=

=

SEK

Coroa sueca

0.1081

-0.9

-2.3

Moderadas

+

++

NOK

Coroa norueguesa

0.1263

-2.5

-2.7

Moderadas

-

-

USD

Dólar americano

0.9164

-1.2

-20.0

Elevadas

-

-

CAD

Dólar canadiano

0.623

0.0

-13.3

Elevadas

+

++

AUD

Dólar australiano

0.5538

-1.6

-9.5

Elevadas

+

++

JPY

Iene japonês (100)

0.7728

-1.5

-10.6

Elevadas

-

=

Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação; = estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.

 Taxas em 31/03/03

 

Cód. ISO

Inflação (1)

Taxas de juro a 3 meses

Taxas de juro a 10 anos

(%)

Mês

Valor em (%)

Tendência (2)

Valor em (%)

Tendência (2)

EUR

2.4

Fev

2.52

-

3.95

+

GBP

3.0

Fev

3.61

-

4.25

+

CHF

0.9

Fev

0.27

=

2.24

=

USD

3.0

Fev

1.25

=

3.69

+

CAD

4.6

Fev

3.23

=

4.98

=

AUD

3.0

Dez

4.75

=

5.23

=

JPY

-0.2

Fev

-0.02

=

0.55

=

Fonte: Poupança Quinze
(1) Variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável; + subida.

 

Mercados bolsistas

As bolsas não conhecem descanso. O mês de Março ficou marcado por movimentos contraditórios. Depois de um arranque pouco prometedor, afectado pelo caso da Ahold e novas suspeitas de fraudes contabilísticas (nomeadamente da Suez), o clima bolsista inverteu-se por completo com o anúncio das hostilidades no Iraque. No entanto, a euforia foi Sol de pouca dura, com os principais índices a cederem terreno na recta final do mês, acabando a esmagadora maioria deles no vermelho. Na Europa, Milão, Paris e Frankurt lideraram as perdas. Nova Iorque fechou com uma perda marginal, depois de ter sido uma das praças mais favorecidas pela vaga compradora despoletada pelo início da guerra.

Numa análise sectorial, os grupos de distribuição alimentar recuperaram das perdas registadas após a fraude na Ahold, acabando por ser o único sector na Europa a fechar positivo este mês. Do lado oposto, ficaram o sector automóvel, penalizado por resultados desapontantes e por fracas previsões de crescimento, e as seguradoras.

Por cá, o PSI 20 conseguiu fechar positivo, impulsionado pela EDP (+10,6%), Portugal Telecom (+6,7%) e BPI (+3,3). Destaque para a eléctrica nacional que, já em Abril, apesar de ter divulgado resultados anuais ligeiramente abaixo do previsto continua em rota ascendente, beneficiando do anúncio de reestruturação do sector energético, com uma junção da empresa com a Gás de Portugal.

No curto prazo, a principal questão que se coloca aos investidores é a de saberem quanto tempo durará a guerra. Uma guerra rápida é a hipótese que mais parece agradar aos mercados, tendo sido esta a razão pela qual os mercados retomaram, em Abril, a rota ascendente. Do outro lado, encontra-se a hipótese de uma guerra mais duradoura, que seria prejudicial à retoma económica, com o aumento do preço do petróleo, pressões inflacionistas e o abrandamento do consumo privado na sequência de uma nova subida do desemprego. A Poupança Acções aconselha o investimento a longo prazo através da constituição de uma carteira diversificada e indica-lhe as boas oportunidades de investimento que continuam a existir mesmo em períodos de crise.

 Bolsas em 31/03/03

Bolsa (1)

Evolução no último mês (2)

Evolução nos últimos doze meses (2)

Índice de sobre/sub valorização (3)

Price/Earnings médio do último exercício (4)

Price/Earnings médio do exercício em curso (4)

Euronext Lisboa

0.9%

-31.9%

-0.2

14.9

13.9

Eurnonext Amesterdão

-2.9%

-44.6%

0.0

13.3

11.2

Euronext Bruxelas

-0.7%

-34.7%

-0.7

15.5

8.9

Euronext Paris

-3.9%

-39.0%

0.6

66.3

14.2

Frankfurt

-3.1%

-46.9%

0.7

21.9

15.8

Londres

-1.9%

-37.5%

-0.7

32.5

22.6

Madrid

-1.4%

-23.1%

0.1

15.4

13.0

Milão

-6.0%

-30.5%

0.1

22.0

13.8

Nova Iorque

-0.1%

-39.3%

0.5

38.2

16.8

Sidney

1.3%

-21.1%

-0.6

--

--

Tóquio

-5.2%

-33.2%

1.6

--

--

Zurique

-1.7%

-36.8%

0.3

36.6

16.9

Fonte: Poupança Acções
(1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI 20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a -0,5% indica que a bolsa está subvalorizada, entre -0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais).

08.04.2003

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