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Com a maioria dos bancos a remunerarem os depósitos abaixo de 1%, desconfie de propostas superiores a 2 por cento.
A PROTESTE POUPANÇA analisou a publicidade a produtos financeiros e encontrou casos que induzem o consumidor em erro. A DECO já denunciou a situação ao Banco de Portugal e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Os depósitos bancários estão sujeitos a regras apertadas desde 2009. Mas outros produtos, como as obrigações de caixa e os seguros de capitalização, continuam a ter grande margem de manobra na publicidade. Podem anunciar uma taxa atractiva, ainda que não corresponda ao rendimento efectivo da aplicação.
Há várias formas de fabricar um número para as campanhas. Alguns bancos destacam a taxa de um só período ou apresentam o rendimento bruto acumulado em vários anos e não anualizado. Mas também é frequente substituírem a taxa por um número com referência aos meses e não ao rendimento ou usarem um valor anual para depósitos de muito curto prazo.
A DECO não compreende a dualidade de exigências legais para os vários produtos. A BPI Farmacêuticas 24%, por exemplo, é uma obrigação que usa a taxa bruta acumulada a 3 anos indicada no nome. O mais provável é nunca ser alcançada, pois depende de um cabaz de acções. Se fosse vendida sob a forma de depósito, não poderia fazê-lo.
Se quer evitar surpresas desagradáveis, leia a ficha técnica do produto. Pode contar com as análises independentes e fiáveis da PROTESTE POUPANÇA. Para mais informações, consulte o portal financeiro ou contacte o serviço de informação financeira (808 200 147 se telefonar a partir da rede fixa ou 21 841 87 89 da móvel).
05.05.2010
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