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da DECO PROTESTE


Nota informativa mensal

O Banco Central Europeu procedeu a um novo corte nas taxas de juro. Uma boa notícia para a economia em geral mas para os aforradores mais tradicionais, esta medida é outra "machadada" nas já diminutas taxas dos depósitos a prazo e dos Certificados de Aforro.

Rendimento Garantido:

A taxa dos Certificados continua a descer!

A remuneração líquida dos Certificados de Aforro é agora de 1,9%, para as subscrições e renovações que ocorram no mês de Março. Também as taxas dos depósitos a prazo continuam em queda!

Taxas de câmbio:

Euro continua a ser o maior beneficiário da crise.

A apreciação do euro ajuda no combate à inflação e dá maior margem de manobra ao BCE, que voltou a cortar as taxas de juro directoras. A última alteração tinha ocorrido em Dezembro do ano passado.

Mercados bolsistas:

Fevereiro novamente no vermelho.

O cenário de incerteza em relação ao futuro do Iraque, a difícil conjuntura económica e a fragilidade dos resultados divulgados pelas empresas puxaram os mercados para baixo em Fevereiro. Para além disso, e já na recta final, voltaram os receios em relação à veracidade das contas apresentadas, depois da Ahold ter anunciado graves irregularidades contabilísticas.

 

Rendimento Garantido

Continuam as descidas na remuneração dos depósitos, até porque alguns deles estão indexados à Euribor, ajustando-se automaticamente ao nível das taxas de juro do mercado. Para prazos de um a três meses, a banca online tem as melhores propostas. Para períodos superiores, a banca tradicional oferece as melhores remunerações. As taxas indicadas a seguir estão em termos anuais líquidos:

Os melhores depósitos

  • Na banca online destacam-se dois produtos: o depósito Net Prazo, do Banco Nacional de Crédito Imobiliário, para o prazo de um mês, apenas pode ser constituído através do serviço homebanking desta instituição bancária. A remuneração é igual à Euribor em vigor na data de constituição do depósito, acrescida de 0,5% brutos. O mínimo de constituição é € 500. No início do mês de Março, proporciona uma taxa de 2,5%. Também a Bigonline apresenta depósitos indexados à Euribor (um, três, seis e doze meses). O Super Depósito, da mesma instituição, para o prazo de três meses, remunera a 3% o saldo até € 5.000. O remanescente é remunerado à taxa Euribor a três meses. A conta à ordem desta instituição proporciona 2,4%.
  • Na banca tradicional e para depósitos a um ano, o Banco Nacional de Crédito Imobiliário (BNC) com a conta Imoprazo, proporciona 2,7% líquidos a partir de um montante mínimo de € 5.000. Se tem menos capital e pretende um depósito para um prazo inferior (até seis meses) pode optar pela Conta MG 24 do Montepio Geral. O montante mínimo exigido é € 125. Além disso, pode personalizar o prazo entre um a seis meses. A remuneração é feita sempre à taxa líquida de 2,2%.

Certificados de Aforro

A taxa base líquida dos Certificados de Aforro, para o mês de Março, é de 1,9% para novas subscrições ou renovações. Este valor é superior à média dos depósitos para doze meses (1,5%). Além disso, após os primeiros seis meses, têm um prémio de permanência semestral de 0,2% líquidos até ao limite de 1,6%. Tal significa que a partir do quinto ano usufrui de um prémio de 1,6% acrescido à taxa base em vigor.

Certificados de Aforro

Taxa base (1)

Prémio de permanência (2)

1,9%

0,2%

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os certificados subscritos em Março de 2003 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.

Depósitos a Prazo (1)

Taxa média (2)

Melhor taxa (3)

1,5%

2,7%

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5.000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 03/03/03. (3) Proporcionada pelo Banco Nacional de Crédito Imobiliário (Imoprazo).

 

Câmbios, Inflação e Taxas de Juro

Apenas dois meses decorreram desde o início do ano e as previsões de crescimento já foram revistas em baixa. Mesmo as autoridades monetárias de diferentes países, à partida melhor informadas para fazer projecções, parecem andar “às aranhas”. O presidente da Reserva Federal Americana, refugia-se na incógnita iraquiana para justificar o actual marasmo económico. Segundo A. Greenspan, uma vez resolvido este problema, a economia americana regressará de novo ao forte crescimento, não sendo necessários novos cortes dos juros. No Banco Central Europeu (BCE), a perspectiva é um pouco diferente. Segundo W. Duisenberg, mesmo uma rápida resolução da questão iraquiana, não anula os seus efeitos nefastos, os quais têm sido suficientes para afectar muito negativamente a débil retoma da economia europeia.

Assim, já em Março, o BCE cortou as taxas de juro directoras em 0,25% para 2,5%, com o intuito de dar um novo alento à economia. Um passo semelhante ao do Banco de Inglaterra que, no início de Fevereiro, reduziu também as suas taxas para 3,75%, após quinze meses de imobilismo. Do lado da política orçamental, as divergências também existem, como demonstrou a última reunião do G7. Do lado dos governos favoráveis a uma política expansionista, a Administração Bush está na linha da frente.

Mas na Europa, a França e a Itália também não parecem querer sacrificar a economia em nome do Pacto de Estabilidade e deverão deixar o défice aumentar enquanto a conjuntura não for favorável. Perante tamanha descoordenação e incerteza, o grande beneficiado tem sido o euro que, apesar de alguma indefinição em Fevereiro, continua a ganhar terreno ao dólar americano.

 Câmbios em 28/02/03

Cód. ISO

Moeda

Câmbio em euros

Variação face ao euro
(em %)

Flutuações

Perspectivas (1)

1 mês

1 ano

1 ano

Longo prazo

GBP

Libra esterlina

1.4613

-4.6

-10.6

Moderadas

-

--

CHF

Franco suíço

0.6842

0.5

0.9

Reduzidas

-

=

DKK

Coroa dinamarquesa

0.1346

0.1

0.0

Reduzidas

=

=

SEK

Coroa sueca

0.1090

0.8

-1.3

Moderadas

+

++

NOK

Coroa norueguesa

0.1295

-3.4

-0.2

Moderadas

-

--

USD

Dólar americano

0.9278

-0.4

-19.7

Elevadas

-

-

CAD

Dólar canadiano

0.6228

2.4

-13.6

Elevadas

+

++

AUD

Dólar australiano

0.5630

3.1

-5.6

Elevadas

+

++

JPY

Iene japonês (100)

0.7848

1.0

-9.2

Elevadas

-

=

Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação; = estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.

 Taxas em 28/02/03

 

Cód. ISO

Inflação (1)

Taxas de juro a 3 meses

Taxas de juro a 10 anos

(%)

Mês

Valor em (%)

Tendência (2)

Valor em (%)

Tendência (2)

EUR

2.1

Jan

2.53

-

3.81

+

GBP

2.7

Jan

3.61

-

4.13

+

CHF

0.8

Jan

0.56

-

2.03

=

USD

2.6

Jan

1.30

=

3.50

=

CAD

4.5

Jan

2.95

=

4.84

=

AUD

3.0

Dez

4.70

=

4.97

=

JPY

-0.2

Jan

0.02

=

0.62

=

Fonte: Poupança Quinze
(1) Variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável; + subida.

 

Mercados bolsistas

Sob o sinal da ameaça de um conflito iminente no Iraque, Fevereiro fechou novamente no vermelho. Para além das movimentações de tropas no Médio Oriente, as notícias económicas permanecem mitigadas e as previsões das empresas continuam extremamente prudentes. Além disso, já no final do mês, o gigante holandês de distribuição Ahold revelou graves irregularidades contabilísticas nos Estados Unidos, reavivando assim os receios quanto à veracidade das contas divulgadas.

Quanto ao saldo final dos diferentes mercados, a praça londrina beneficiou da descida dos juros decretada pelo Banco de Inglaterra. No entanto, a variação medida em euros foi negativa devido à desvalorização da libra esterlina face ao euro. Por sua vez, Milão fechou a ganhar 2,2% e Madrid registou uma subida ligeira de 0,7%. Do lado oposto, as descidas foram lideradas pela Euronext Bruxelas (-9,2%) e pela Euronext Amesterdão (-7,1%). Por cá, a Euronext Lisboa registou uma forte desvalorização (-6,8%) arrastada sobretudo pelo grupo BCP (-22%), que anunciou um significativo aumento do seu capital. Para além disso, as atenções em Fevereiro estiveram concentradas na apresentação de resultados de diversas empresas: o BPI (+2,9%) e o BES (-2,4%) divulgaram resultados um pouco acima das nossas previsões, a Portucel (+2,6%) ficou ligeiramente abaixo das nossas expectativas e a Brisa (+0,6%) apesar da difícil conjuntura económica alcançou resultados sólidos. Mais resultados deverão ser ainda divulgados este mês, mas a Poupança Acções não antecipa grandes surpresas. Até final de Março, decorrerá também a OPA sobre a Vodafone Telecel.

Apesar de considerar baixo o preço de 8,5 euros oferecido, dada a forte improbabilidade de uma revisão em alta desta contrapartida e face ao risco de uma redução significativa da liquidez do título e possível saída do PSI-20, a Poupança Acções recomenda a aceitação da oferta ou a venda em bolsa dos títulos a um preço igual ou superior a 8,5 euros.

 Bolsas em 31/12/02

Bolsa (1)

Evolução no último mês (2)

Evolução nos últimos doze meses (2)

Índice de sobre/sub valorização (3)

Price/Earnings médio do último exercício (4)

Price/Earnings médio do exercício em curso (4)

Euronext Lisboa

-6.8%

-29.4%

-0.2

15.8

14.1

Eurnonext Amesterdão

-7.1%

-39.1%

-0.1

13.3

11.5

Euronext Bruxelas

-9.2%

-32.8%

-0.8

14.9

8.5

Euronext Paris

-5.5%

-32.8%

0.6

34.8

14.3

Frankfurt

-5.6%

-42.1%

0.6

21.6

13.7

Londres

-2.2%

-33.9%

-0.7

29.7

21.8

Madrid

0.7%

-20.8%

0.2

15.6

13.1

Milão

2.2%

-21.6%

0.2

29.0

16.4

Nova Iorque

-2.0%

-37.3%

0.5

36.1

16.5

Sidney

-2.4%

-19.7%

-0.6

--

--

Tóquio

0.7%

-25.9%

1.6

--

--

Zurique

-5.5%

-32.0%

0.3

38.6

16.3

Fonte: Poupança Acções
(1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI 20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a -0,5% indica que a bolsa está subvalorizada, entre -0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais).

07.03.2003

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