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Investir na bolsa: comissões em alta, transparência em baixa

Comprar e vender acções está ao alcance de todos. Mas a falta de clareza de alguns preçários e as elevadas comissões por transferência e guarda de títulos podem tornar este negócio menos rentável.

DECO PROTESTE analisou 40 preçários
Para comparar as condições e os custos impostos a quem quer investir na Bolsa, a DINHEIRO & DIREITOS enviou questionários a todos os intermediários financeiros habilitados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a executar ordens de Bolsa por conta de outrem. Visitou ainda 21 sítios da Net para averiguar o preço dos serviços on-line.

Comissões comprometem bons negócios
Investir pela Net é mais barato do que ao balcão. Segundo a DECO, “Um pequeno investidor pode poupar cerca de € 150 anuais se optar pelas transacções on-line.”
No entanto, deve estar atento ao escolher o serviço de corretagem. “Nem todos os intermediários disponibilizam, na sua página da Net, o preçário completo, o que dificulta a comparação de preços”, denuncia a DINHEIRO & DIREITOS. E acrescenta: “Por vezes, não é claro se estes incluem a taxa de Bolsa ou o possível fraccionamento das ordens”.
As comissões pela guarda de títulos são muito pesadas e podem comprometer a rentabilidade da carteira dos investidores, sobretudo se estes negoceiam em mercados estrangeiros. A comissão pela guarda de títulos pode ultrapassar os € 300 anuais, numa carteira de acções estrangeiras.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o Banco de Portugal devem travar a falta de transparência de alguns preçários e impor um modelo único de apresentação, que permita ao consumidor comparar de forma mais simples e clara os custos de corretagem. Segundo a DECO, urge ainda limitar o valor das comissões de transferência e de guarda de títulos. Esta associação já reivindicou estas alterações ao Banco de Portugal, à CMVM e à Secretaria de Estado da Defesa do Consumidor.

Simule os custos
No portal www.protestepoupanca.pt, a DECO disponibiliza informação financeira sobre 149 títulos de 14 mercados. Aí, o consumidor pode ainda simular o serviço de corretagem mais barato para o seu perfil.

17.01.2008

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