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O mais recente inquérito aos cibernautas que visitam o portal PROTESTE POUPANÇA incidiu sobre os produtos financeiro, com os depósitos a prazo e as acções no top das preferências.
Costuma dizer-se que os momentos de crise económica não são propícios para abordar a literacia financeira, pois não "há dinheiro sequer para poupar". A afirmação é errada. Nesta conjuntura, cada euro deve ainda ser aproveitado/rentabilizado da melhor forma.
Contribua com a sua opinião e participe no próximo inquérito da PROTESTE POUPANÇA no portal financeiro. Para aumentar os conhecimentos sobre produtos financeiros, consulte o módulo Didáctico.
Depósitos e acções: extremos tocam-se
Os resultados correspondem à percepção habitual das escolhas dos aforradores portugueses, mas não podem ser totalmente extrapolados. Os depósitos a prazo lideram com 44% das respostas. A estes acrescem as contas-poupança (6%), os certificados de aforro (6%) e os certificados de tesouro (3%).
Depois dos depósitos a prazo, o produto preferido é o investimento directo em acções (19%). Estes resultados explicam-se pela falta da literacia financeira. Há um claro défice de conhecimento sobre as características e o funcionamento dos produtos, pelo que o aforrador não pode tomar as melhores decisões para o seu perfil.
Se os depósitos são conservadores, também o seu funcionamento é simples e está ao alcance de quase todos. Estas duas características são muito atractivas para os pequenos investidores, mesmo com rendimentos reduzidos.
A atitude face ao mercado accionista tende a ser simplista e inadequada. Um investidor prudente e racional deve ser selectivo. Muitas vezes, aplicam-se poupanças em acções em busca de ganhos fáceis, com resultados desastrosos.
Fundos de investimento menosprezados
Os fundos de investimento (acções, obrigações, mistos, imobiliários e de tesouraria) obtiveram apenas 12% dos votos. Não são adequados para todos os perfis, mas permitem aceder aos mercados com pequenas quantias e asseguram uma boa diversificação. Na maioria dos países desenvolvidos, os fundos já são incontornáveis para os aforradores que pretendem rentabilizar a poupança de forma mais racional.
Os planos de poupança-reforma obtiveram 10% das preferências. A fama deve-se sobretudo às vantagens fiscais, exploradas por muitos bancos e seguradoras nas campanhas publicitárias. Se não fizer uma escolha adequada, o investidor pode sofrer alguns dissabores.
Última atualização em outubro de 2010
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