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Ao contrário do que seria de esperar, o pessimismo dos leitores da PROTESTE INVESTE não se acentuou durante o segundo trimestre de 2011. Os vários indicadores registaram mesmo evoluções positivas.
A crise é um facto consumado. Contudo, a duração e a intensidade da recessão económica é incerta. Para travar a subida da dívida, o Estado terá de aumentar mais a carga fiscal e cortar nas despesas públicas. Ou seja, o rendimento disponível das famílias vai ser penalizado, pelo menos, até 2012.
Mas os 300 leitores da PROTESTE INVESTE inquiridos em junho mostraram-se menos pessimistas para o futuro próximo do que no primeiro trimestre, no que diz respeito à situação financeira em geral, com o indicador a subir de 64 para 72 pontos. O facto de as expectativas terem sido “medidas” após as eleições legislativas pode indiciar alguma esperança perante o novo ciclo político que agora começa.
Depósitos e contas-poupança: a subida da aversão ao risco está patente no aumento das intenções de reforço dos depósitos. O indicador atingiu 107 pontos no segundo trimestre, contra 104 no início do ano.
Imobiliário: este indicador continua aquém da fasquia dos 100 pontos, mas está em recuperação. Neste trimestre atingiu 97 pontos, mais 3 do que no trimestre anterior. A última vez que rondou os 100 foi em 2009.
Ações: a bolsa tem estado em queda, porque a crise penaliza as perspetivas de muitas empresas cotadas, sobretudo a banca. O indicador regista agora 98 pontos, um pouco acima do mínimo de 92 no terceiro trimestre de 2010.
O indicador de confiança baseia-se num inquérito telefónico trimestral feito a 300 leitores. O objetivo é captar as expectativas sobre o futuro próximo da situação financeira e das intenções de investimento. O indicador pode tomar valores entre 0 (inexistência total de confiança) até 200 (confiança inabalável). O valor intermédio (100) corresponde a uma posição neutral. Saiba mais sobre este indicador no portal financeiro PROTESTE INVESTE.
Última atualização em junho de 2011
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