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Fundos imobiliários: dinheiro sem sobressaltos

A crise não afectou os fundos que apostam em imóveis nacionais. Já os que aplicam noutros fundos imobiliários registaram perdas quase nos 36 por cento.

Fundos imobiliários: dinheiro sem sobressaltos

Numa época de incerteza, os portugueses procuram formas de multiplicar as poupanças com alguma segurança. Os fundos de investimento imobiliário, embora sem o potencial de valorização dos que aplicam em acções, envolvem muito menos risco e, regra geral, rendem mais do que os depósitos a prazo. Mas têm um inconveniente: o capital não está garantido.

Contra a corrente

  • Em 2008, os fundos abertos renderam, em média, 4,1%, ficando muito acima da inflação, de 2,6 por cento. Também tiveram melhor desempenho do que os fundos de acções da zona euro, com perdas na ordem dos 45%, e de tesouraria, cujo rendimento baixou quase 1 por cento.
  • O rendimento dos fundos imobiliários tem-se mantido nos últimos anos. Isto significa que, no geral, oferecem mais do que os depósitos a prazo a 1 ano. Não foram, assim, tão afectados pela conjuntura como outras aplicações. O sector imobiliário português estava menos inflacionado, pelo que resistiu melhor à volatilidade dos preços. Estes produtos podem ser uma opção em tempo de crise.
  • Os fundos especiais de investimento tiveram perdas dramáticas. Oferecem maior liberdade de investimento e podem aventurar-se nos mercados estrangeiros. Como estes sofreram grandes quedas em 2008, influenciaram o valor dos fundos. Alguns decresceram quase 36 por cento.

2 anos para diluir custos

  • Os fundos imobiliários caracterizam-se pelas elevadas comissões de subscrição e resgate. Esta chega a atingir 6 por cento. Só depois de reflectir o peso dos custos, é possível apurar os verdadeiros ganhos. Para diluir o impacto, é recomendável investir durante um mínimo de 2 anos.
  • Os fundos imobiliários de arrendamento habitacional surgiram para ajudar quem não consegue pagar a prestação do crédito hipotecário. A casa é vendida ao fundo e arrendada à mesma família por um determinado prazo. No final, tem a hipótese de voltar a comprar o imóvel. Os construtores civis também podem vender imóveis novos aos fundos, para arrendamento. Mas a subscrição destes fundos não é livre. Só os investidores institucionais têm a oportunidade de aceder.

 
 
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