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Impulsionadas pelos resultados trimestrais favoráveis das empresas, pela ligeira descida do preço do petróleo e pelo desfecho sem sobressaltos das eleições americanas, as Bolsas averbaram ganhos em Novembro. Mas o facto marcante do mês foi o forte recuo do dólar norte-americano. Esta evolução demonstrou, contrariamente ao discurso oficial, que os EUA não se opõem à depreciação da sua moeda, pois permite-lhes incentivar as exportações e reduzir o enorme défice.
Rendimento Garantido: taxa dos Certificados mantém-se em 1,6%. No último trimestre do ano, a taxa base dos Certificados de Aforro mantém-se em 1,6% líquida. Nos depósitos a prazo, as melhores taxas são (quase sempre) proporcionadas pelos depósitos online.
Taxas de câmbio: dólar americano em forte queda. O grande recuo do dólar em Novembro demonstrou, contrariamente ao discurso oficial, que os EUA não se opõem à depreciação da sua moeda, pois permite-lhes incentivar as exportações e reduzir o enorme défice comercial.
Mercados bolsistas: Bolsas em alta. Impulsionadas pelos resultados trimestrais favoráveis das empresas, pela ligeira descida do preço do petróleo e pelo desfecho sem sobressaltos das eleições americanas, as Bolsas averbaram ganhos em Novembro. Por cá, a Euronext Lisboa avançou 0,8%.
Rendimento Garantido
Taxa dos Certificados de Aforro mantém-se em 1,6%.
A taxa base líquida dos Certificados de Aforro mantém-se em 1,6% no mês de Dezembro. Esta taxa é actualizada mensalmente com base nas últimas vinte observações da Euribor a três e doze meses do mês anterior. A vantagem, face aos depósitos, reside no prémio de permanência semestral líquido de 0,2%, após os primeiros seis meses, até ao máximo de 1,6%, atingido no início do quinto ano de aplicação. A subscrição de Certificados pressupõe, agora, a existência de uma conta aberta no IGCP - a conta aforro - em nome da pessoa que fica titular dos Certificados.
Depósitos online são mais rentáveis.
A taxa média de um depósito de €5.000 a um ano é de 1,1%. Mas, há muitas instituições a remunerar abaixo desse valor. Contudo, têm surgido novos depósitos, especialmente nos serviços homebanking. O BCAGlob@l é o nome do serviço homebanking do Banco Comercial dos Açores e disponibiliza depósitos online a três, seis e doze meses, à taxa líquida de 2,2%. Se tenciona efectuar um depósito, verifique se o serviço homebanking do seu banco disponibiliza algum depósito online.
Actualmente, o melhor depósito a um ano, o BPN Global 3%, rende 2,4%, em termos líquidos. Mas é só para quem tem um montante superior a €50.000. O Super Depósito Banif@st rende 2,3% e exige um montante mínimo de €2.500.
A seis meses o BPN Global 3% proporciona 2,4% de rendimento, mas apenas para montantes superiores a €50.000. Se não tem um montante tão elevado, opte pelo BCAGlob@l (2,2%).
É também na banca online que consegue as melhores remunerações para depósitos de prazo até três meses: o Super depósito da Bigonline rende 3%, mas apenas nos primeiros três meses da aplicação. O BCAGlob@l remunera a 2,2% e requer um montante mínimo de €500. Para períodos de um mês, o BNC NetPrazo é remunerado à taxa Euribor na data da contratação, adicionada de um "bónus" de 0,5% brutos. Actualmente, proporciona 2,1%. Em alternativa, quem necessite de maior liquidez, pode optar pela conta à ordem da Bigonline ou do Banco Best, cujo rendimento é superior ao de muitas contas a prazo (1,8% e 1,6%, respectivamente).
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Certificados de Aforro |
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Taxa base (1) |
Prémio de permanência (2) |
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1,6 % |
0,2 % |
Fonte: Poupança Quinze (1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os Certificados subscritos em Dezembro de 2004 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.
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Depósitos a Prazo (1) |
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Taxa média (2) |
Melhor taxa (3) |
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1,1 % |
2,3 % |
Fonte: Poupança Quinze (1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5 000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 30/11/04. (3) Super Depósito Banif@st do Banif.
Câmbios, Inflação e Taxas de Juro
O mês de Novembro foi marcado pela forte queda do dólar americano. Quer os desequilíbrios que afectam a economia mundial sejam causados pelo consumismo americano ou pela apatia dos europeus e asiáticos, as autoridades americanas optaram por corrigir os problemas através das taxas de câmbio. Se o discurso oficial é o do dólar forte, os americanos sabem que a depreciação do dólar não é verdadeiramente um problema deles, mas antes dos seus parceiros comerciais. Mais uma vez, a maior parte das divisas europeias e da zona dólar atingiram novos máximos face à nota verde. A grande novidade deu-se nas divisas asiáticas, com o iene japonês e o won coreano a apreciarem-se face ao dólar. Uma evolução que não agradou aos responsáveis destes países, pois a China continua inflexível na defesa da paridade fixa entre o yuan e o dólar, o que torna os produtos chineses cada vez mais competitivos face à concorrência. A aproximação do dólar aos 102 ienes – contra 110 em Setembro – foi suficiente para o Japão evocar abertamente a possibilidade de intervir no mercado cambial. E é verdade que os japoneses beneficiam de uma posição privilegiada para o fazerem. Mais preocupados com a deflação do que com a inflação, eles podem simplesmente “imprimir” e vender ienes. Esta medida limitará a apreciação do iene e injectará maior liquidez e um pouco de inflação na economia nipónica.
A Europa arrisca-se a ser a principal vítima da obstinação asiática em impedir a apreciação das suas moedas e do laisser-faire americano. Sobreavaliado face ao dólar em mais de 15% segundo a Poupança Quinze , o euro continua a suportar de forma desproporcional o peso da nova postura americana. A única vantagem do euro forte resulta no controlo da inflação, que deverá permitir ao Banco Central Europeu manter a taxa directora em 2% durante os próximos trimestres. Em termos de aplicações, ao nível actual, o dólar torna as acções americanas interessantes numa carteira de investimento diversificada a longo prazo.
| Câmbios
em 30/11/04 |
| Cód. ISO |
Moeda |
Câmbio
em euros |
Variação face ao euro
(em %) |
Flutuações |
Perspectivas (1) |
| 1 mês |
1 ano |
1 ano |
Longo prazo |
| GBP |
Libra
esterlina |
1.4383 |
-0.1 |
0.3 |
Moderadas |
- |
= |
| CHF |
Franco suíço |
0.6613 |
1.1 |
2.5 |
Reduzidas |
= |
+ |
| DKK |
Coroa dinamarquesa |
0.1346 |
0.0 |
0.2 |
Reduzidas |
= |
= |
| SEK |
Coroa sueca |
0.1118 |
1.2 |
1.3 |
Moderadas |
+ |
++ |
| NOK |
Coroa norueguesa |
0.1229 |
0.0 |
0.6 |
Moderadas |
= |
- |
| USD |
Dólar americano |
0.7525 |
-4.3 |
-9.8 |
Elevadas |
+ |
++ |
| CAD |
Dólar
canadiano |
0.6328 |
-1.8 |
-1.4 |
Elevadas |
+ |
++ |
| AUD |
Dólar australiano |
0.5838 |
-0.6 |
-3.3 |
Elevadas |
+ |
+ |
| JPY |
Iene
japonês (100) |
0.7320 |
-1.1 |
-3.9 |
Elevadas |
= |
++ |
Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação;
= estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.
| Taxas em 30/11/04 |
| Cód.
ISO |
Inflação
(1) |
Taxas
de juro a 3 meses |
Taxas
de juro a 10 anos |
| (%) |
Mês |
Valor
em (%) |
Tendência
(2) |
Valor
em (%) |
Tendência
(2) |
| EUR |
2.4 |
Out |
2.18 |
= |
3.65 |
+ |
| GBP |
1.2 |
Out |
4.81 |
= |
4.59 |
+ |
| CHF |
1.3 |
Out |
0.70 |
+ |
2.22 |
+ |
| USD |
2.5 |
Set |
2.38 |
+ |
4.27 |
+ |
| CAD |
1.4 |
Out |
2.64 |
+ |
4.35 |
+ |
| AUD |
2.6 |
Set |
5.56 |
+ |
5.19 |
+ |
| JPY |
-0.1 |
Out |
0.00 |
= |
1.13 |
= |
Fonte: Poupança Quinze (1) Variação dos preços face ao mesmo
mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável;
+ subida.
Mercados bolsistas
Tanto nos Estados Unidos como na Europa, as últimas estatísticas publicadas apontam para uma situação de abrandamento económico. Todavia, e apesar da subida mais rápida do que o esperado dos juros nos Estados Unidos, o crescimento económico deverá permanecer sustentado em 2005. O mesmo já não poderá ser dito em relação à Europa, onde a retoma permanece muito lenta. A confiança dos empresários alemães não augura nada de muito animador para a economia europeia, cujo ritmo de crescimento observado no terceiro trimestre foi o mais baixo dos últimos doze meses. Para mais, e além de afectadas pela fraqueza do consumo interno e pelo elevado preço do barril de petróleo, as empresas europeias são ainda ameaçadas pelo vigor do euro que afecta a competitividade das suas exportações.
Todavia, no curto prazo, a ligeira descida do preço do petróleo (-5% em dólares), os resultados trimestrais globalmente satisfatórios publicados pelas empresas, a vitória de Bush – considerada mais favorável para as Bolsas – bem como a melhoria do mercado de emprego americano permitiram às Bolsas mundiais prosseguir o bom caminho e acelerar a sua progressão observada desde o mês de Setembro. Nos últimos doze meses, e em euros, a totalidade das Bolsas encontram-se positivas.
Ao nível sectorial, a maioria dos índices obteve melhorias em Novembro. As operadoras de telecomunicações foram impulsionadas pelo bom desempenho das ligações à Internet de banda larga e das comunicações de telefonia móvel, e ainda pelas perspectivas animadoras relativas à remuneração dos accionistas. Já as seguradoras europeias beneficiaram da publicação de resultados favoráveis e do nível baixo das taxas de juro. Por fim, as indústrias de base, depois da fraqueza evidenciada no último mês, ganharam novamente terreno com a procura por matérias-primas a revelar-se animada, o que beneficiou as empresas siderúrgicas. Do lado negativo, realce para o comportamento do sector automóvel afectado pela fraqueza do dólar americano e pelo elevado preço do petróleo. Outro sector que evoluiu em baixa foi o farmacêutico que continua a evidenciar um risco elevado dadas as dúvidas em relação a alguns medicamentos.
Por cá, o mês de Novembro ficou assinalado, sobretudo, pela reacção aos resultados trimestrais apresentados pelas empresas nacionais. A banca teve um comportamento moderado, com os resultados a não revelarem grandes surpresas: o BCP valorizou 1,6%, o BPI subiu 0,3% e o BES recuou 0,8%. Em plano de evidência esteve o grupo de media Impresa (+13,4%) que liderou os ganhos, impulsionada sobretudo pela expectativa em torno da aquisição de mais 41,4% da SIC. Também em destaque esteve o grupo Sonae, com a empresa mãe a subir 3,1%, após os bons resultados alcançados pela SonaeCom (+6,1%) e pela Sonae Indústria (+1,9%).
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Bolsas em 30/11/04
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Bolsa (1)
|
Evolução no último mês (2)
|
Evolução nos últimos doze meses (2)
|
Índice de sobre/sub valorização (3)
|
Price/Earnings médio do último exercício (4)
|
Price/Earnings médio do exercício em curso (4)
|
|
Euronext Lisboa
|
0.8%
|
14.3%
|
-0.3
|
23.2
|
16.5
|
|
Eurnonext Amesterdão
|
2.5%
|
9.6%
|
0.3
|
17.0
|
11.0
|
|
Euronext Bruxelas
|
3.3%
|
38.8%
|
-0.1
|
17.2
|
12.3
|
|
Euronext Paris
|
1.8%
|
14.4%
|
0.7
|
34.0
|
15.9
|
|
Frankfurt
|
4.1%
|
9.8%
|
1.0
|
33.7
|
15.5
|
|
Londres
|
2.3%
|
13.1%
|
-0.6
|
22.6
|
17.4
|
|
Madrid
|
3.0%
|
21.7%
|
0.0
|
18.6
|
16.4
|
|
Milão
|
3.3%
|
17.3%
|
0.2
|
22.8
|
18.0
|
|
Nova Iorque
|
-0.4%
|
1.4%
|
0.1
|
20.4
|
17.2
|
|
Sidney
|
4.0%
|
22.5%
|
-0.6
|
n.d.
|
n.d.
|
|
Tóquio
|
0.3%
|
6.0%
|
1.5
|
n.d.
|
n.d.
|
|
Zurique
|
2.7%
|
8.5%
|
0.0
|
19.1
|
16.2
|
Fonte: Poupança Acções (1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI-20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a –0,5 indica que a bolsa está subvalorizada, entre –0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais). n.d. = não disponível.
10.12.2004
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