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Na dificuldade que muitos portugueses enfrentam para conseguir amealhar algum dinheiro e, como se tem constatado, a taxa de poupança tem diminuído nos últimos anos. Poupar é abdicar de consumir hoje para beneficiar desse adiamento no futuro, pelo que deve seguir uma estratégia que, no mínimo, garanta a manutenção do poder de compra.
Na vantagem de uma correcta gestão das poupanças, o que implica comparar e analisar os diversos produtos financeiros existentes no mercado e optar pela escolha mais favorável e adequada ao seu perfil de investidor.
Os dois grandes pilares para atingir esse objectivo são: escolher os melhores produtos financeiros e, sempre que possível, poupar numa óptica de longo prazo.
Depósitos aquém da inflação
Os depósitos a prazo continuam a ser o veículo mais difundido para aplicar as poupanças. Esta apetência por produtos sem risco subsiste apesar de, em média, as rentabilidades reais permanecerem negativas desde 1999. De acordo com a Poupança Quinze, para um depósito de 5000 euros a 12
meses, actualmente a taxa líquida varia entre 0,3 e 3,2% e, em média, é de
apenas 1,7%! Ou seja, há muitos depósitos aquém da inflação prevista para
2006 (2,3% de acordo com a proposta de Orçamento de Estado). Ao apostarem nestes
produtos, os aforradores perdem dinheiro em termos reais.
Acima da média dos depósitos, os Certificados de Aforro continuam a ter como atractivo o prémio de permanência (0,2% líquidos por cada semestre decorrido, até ao máximo de 1,6% que é atingido no início do quinto ano), a somar à taxa base (actualmente é 2,1% líquidos).
Informação pouco clara
Os consumidores são muitas vezes mal informados pelas instituições financeiras onde lhe são vendidos produtos financeiros como as obrigações de taxa crescente, depósitos duais e ICAE. Este problema é agravado pelas campanhas de promoção destas aplicações, cuja mensagem pretende apenas seduzir os consumidores. Assim, por vezes, é anunciado um rendimento que corresponde a um valor máximo bruto que só muito dificilmente poderá ser alcançado ou corresponde apenas a um pequeno período do produto. Outras vezes, o rendimento parece elevado porque é apresentado para a totalidade do prazo ou refere-se a um período promocional, que é pouco relevante para o total da aplicação.
Acções
Muitos mercados accionistas estão actualmente perto dos máximos, mas ainda é possível encontrar empresas com perspectivas de valorização interessantes. A Poupança Acções, que emite recomendações sobre mais de 140 títulos nacionais e internacionais. Contudo, o investimento em acções é arriscado e só deve ser feito no âmbito de uma carteira diversificada, numa óptica de longo prazo.
Fundos de
investimento
Os montantes que prevê não necessitar num futuro próximo devem ser canalizados para o investimento a longo prazo. Os fundos permitem diversificar, mesmo a partir de montantes relativamente modestos. Por exemplo, a Poupança Quinze sugere uma carteira diversificada de fundos de acções e de obrigações de
taxa fixa denominadas em várias divisas (ver figura).
30.10.2006
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