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O endividamento público em muitos países desenvolvidos ultrapassará 100% do produto interno bruto (PIB), pela primeira vez num período sem guerra.
Os governos foram obrigados a recapitalizar os bancos, assumiram as dívidas de instituições à beira da falência e implementaram medidas orçamentais para evitar uma profunda depressão económica.
A crise financeira agravou-se no verão de 2008. Em 2009, o défice orçamental representou 9,3% do PIB em Portugal e 6,3% na zona euro. O défice fixou-se em 12,9% do PIB nos Estados Unidos, 10,3% no Reino Unido e 10,2% no Japão.
Em 2010, a melhoria terá sido marginal e, face ao fraco crescimento económico, os défices manter-se-ão elevados nos próximos anos. As últimas previsões do Fundo Monetário Internacional apontam para uma dívida pública, em 2015, de 89,3% do PIB na zona euro, 110,7% nos Estados Unidos e de 249,2% no Japão.
É uma ilusão esperar que a subida do consumo das famílias compense a redução das despesas públicas. Ao longo da última década, as famílias reduziram as poupanças e aumentaram o endividamento. É indispensável uma política corajosa e o abandono de medidas pontuais. Não é possível contar só com o crescimento económico para reabsorver a dívida pública.
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Última atualização em janeiro de 2011
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