Permitem aceder a um conjunto de produtos e serviços, em troca de uma “assinatura”. Mas a maioria é muito cara quando comparada com as melhores contas correntes ou ordenado.
Nas contas em forma de pacote, o consumidor não tem de se preocupar com o custo de cada transferência, cheque ou movimento com cartões. Em troca de um valor de adesão, que pode chegar quase aos € 100 por ano, realiza tantas operações quantas as permitidas pelo pacote sem fazer contas ao que gasta por cada uma. Nalguns casos, pode ainda beneficiar de descontos nos seguros, nas comissões e na taxa de juro dos créditos.
Apesar de funcionais, estes pacotes ainda são muito caros se comparados com as melhores contas correntes ou ordenado. Regra geral, só compensam se utilizar todos os serviços incluídos, como a redução na taxa de juro ou no spread (grosso modo, corresponde à margem de lucro do banco nas operações de crédito) e o desconto pela guarda de títulos.
Mais barato se usar a Net
Mesmo que não queira ou não possa transferir o saldo da sua conta para as nossas Escolhas Acertadas, basta mudar a forma como se relaciona com o banco para poupar centenas de euros. A Net continua a ser o canal mais barato, além de ser também o mais cómodo: pode pedir cheques, fazer transferências e, nalguns casos, dar ordens de Bolsa a partir de casa ou do trabalho por metade ou menos do que paga ao balcão.
Para um cliente com saldo médio de 250 euros mensais, um cartão de débito, 20 cheques cruzados e 12 transferências interbancárias nacionais com NIB por ano, por exemplo, o netbanking custa cerca de 41% menos do que o serviço ao balcão e 12% menos do que pelo telefone (valores médios).
Poupe com o ordenado
As contas à ordem, simples (correntes) ou com crédito automático associado (ordenado), são indispensáveis para receber o salário, pagar serviços ou a prestação da casa, e servir de suporte a uma aplicação financeira, por exemplo. Domiciliar o salário ou a pensão no banco em vez de manter uma conta simples é outra mudança que pode render-lhe dezenas de euros por ano. As contas-ordenado são cerca de 52 a 82% mais baratas do que as correntes, em função do meio que usar com mais frequência: balcão ou Net.
As contas-ordenado não têm encargos de manutenção, isentam os titulares de uma ou mais anuidades do cartão de débito ou crédito, oferecem a caderneta de cheques ou reduzem o preço se fizer o pedido num caixa automático. Por vezes, não cobram as transferências entre bancos diferentes com NIB, se realizadas pela Net ou por telefone. Permitem ainda aceder uma linha de crédito, regra geral, limitada ao vencimento. Embora a taxa anual efetiva seja mais baixa do que noutras soluções de crédito, convém evitar o recurso sistemático ao saldo-descoberto: paga juros e, logo que o salário seja depositado, é subtraída a dívida.
Para mudar de uma conta corrente para uma conta-ordenado basta preencher um impresso e apresentar os últimos recibos de vencimento e/ou uma declaração da entidade patronal com o vencimento. Os bancos não cobram pela alteração.