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O Governo alterou de novo as regras para calcular a rentabilidade dos certificados de aforro, mas estes títulos continuam pouco interessantes quando comparados com os melhores depósitos a prazo.
Com esta medida, o Executivo pretende evitar a “fuga” crescente dos aforradores e assegurar o financiamento do Estado. Mas não convence. Quem aplicar as suas poupanças na série C, em Março, beneficia de uma taxa líquida de 1,5% em vez dos 1,1% da anterior fórmula. A remuneração não anda longe da média dos depósitos a prazo (1,6%, em Fevereiro), mas fica muito aquém dos melhores, que atingem 3,5% a um ano, alerta a PROTESTE POUPANÇA.
Além disso, não abrange os investidores das séries A e B, que são a esmagadora maioria. Estes viram as suas poupanças prejudicadas durante mais de um ano e continuam, pois a fórmula não foi reposta. Em Março, a taxa de base líquida para renovações da série B traduziu-se nuns ínfimos 0,9% líquidos.
A PROTESTE POUPANÇA sempre alertou para o risco das alterações às regras do jogo em desfavor dos aforradores eram negativas para a credibilidade dos certificados de aforro. Quem os subscrevia, podia ver as suas expectativas rapidamente defraudadas devido às alterações legislativas e não à descida das taxas de juro, como seria expectável.
A alteração introduzida em Janeiro de 2008 foi muito prejudicial para os pequenos aforradores, mas também para o Estado: este perdeu 853 milhões de euros em certificados de aforro durante o ano passado.
Agora, o Ministério das Finanças quer corrigir o erro e compromete-se a manter as condições de remuneração da série C durante 10 anos. Uma medida positiva, mas pouco significativa, tendo em conta a fraca rentabilidade da aplicação e o número de aforradores a que se destina.
Mediante estas alterações, apenas os subscritores da série B, com certificados há dois anos ou menos, devem resgatar e reinvestir na série C. Os restantes devem mantê-los.
03.03.2009
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