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Bolsas e Euro em alta

A generalidade das Bolsas registou subidas consideráveis em Abril, beneficiando do rápido desfecho do conflito no Iraque e com os resultados das empresas, no primeiro a trimestre, a não desiludirem. No mercado cambial, o euro continua a sua ascenção face ao dólar americano, atingindo valores não observados desde o início de 1999.

Rendimento Garantido:

Taxa base dos Certificados mantém-se a 1,8%. A taxa média dos depósitos a um ano é de 1,3%, os Certificados de Aforro proporcionam uma taxa base de 1,8%, mas a inflação prevista pela Comissão Europeia é de 3,2%. Garantida está a perda real das poupanças!

Taxas de câmbio:

Euro continua a apreciar-se. Desiludidos com o dólar americano, os investidores procuram outras divisas. O euro tem sido o grande beneficiário, dado o enorme peso económico da zona euro e o facto do BCE não ser contrário à apreciação, por si só, da moeda única europeia.

Mercados bolsistas:

Recuperam terreno em Abril. A rápida resolução da guerra no Iraque permitiu uma forte recuperação dos mercados em Abril. Para além disso, este último mês ficou assinalado pela divulgação dos resultados referentes ao primeiro trimestre que, de uma maneira geral, não provocaram dissabores aos investidores.

 

Rendimento Garantido

As taxas de juro dos depósitos situam-se em níveis bastante baixos. A remuneração líquida de um depósito de 5.000 euros a um ano varia, actualmente, entre 0,6% e 2,3%. A média ronda 1,3%. A Comissão Europeia prevê, em 2003, uma inflação de 3,2% para Portugal. Assim, os rendimentos reais negativos são uma certeza!

As instituições financeiras aproveitam este cenário desolador para lançar produtos estruturados de taxa fixa ou indexada a taxas de mercado e até à inflação. As taxas indicadas a seguir, estão em termos anuais líquidos:

  • Na banca online destacam-se dois produtos: o Net Prazo do Banco Nacional de Crédito Imobilário para o prazo de um mês é um depósito apenas possível de subscrever pelo serviço homebanking desta instituição bancária. A remuneração é igual à taxa Euribor em vigor na data de constituição do depósito, acrescida de 0,5% brutos. O mínimo de constituição são 500 euros. No início do mês de Maio, proporciona uma taxa de 2,5%. Também a Bigonline apresenta depósitos indexados à Euribor (um, três, seis e doze meses). O Super Depósito, da mesma instituição, para o prazo de três meses, remunera a 3% o saldo até 5.000 euros. O remanescente é remunerado à taxa Euribor a três meses.
  • Na banca tradicional e para depósitos a um ano, o Banco Nacional de Crédito Imobiliário (BNC) com a conta Imoprazo, proporciona 2,3% líquidos ao ano para um montante mínimo superior a 5.000 euros. Se tem menos capital e pretende um depósito para um prazo inferior (até seis meses) pode optar pela Conta MG 24 do Montepio Geral. O montante mínimo é 125 euros e pode personalizar o prazo entre um a seis meses. A remuneração é feita sempre à taxa líquida de 2%.

A taxa base líquida dos Certificados de Aforro, para o mês de Maio, é de 1,8% para novas subscrições ou renovações. Após os primeiros seis meses, têm um prémio de permanência semestral de 0,2% líquidos até ao limite de 1,6%. Tal significa que a partir do quinto ano usufrui de um prémio de 1,6% acrescido à taxa base em vigor.

Certificados de Aforro

Taxa base (1)

Prémio de permanência (2)

1,8%

0,2%

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os certificados subscritos em Maio de 2003 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.

Depósitos a Prazo (1)

Taxa média (2)

Melhor taxa (3)

1,3%

2,3%

Fonte: Poupança Quinze
(1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5.000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 07/05/03. (3) Proporcionada pelo Banco Nacional de Crédito Imobiliário (Imoprazo).

 

Câmbios, Inflação e Taxas de Juro

Com o apetite dos investidores pelo dólar americano a diminuir, é natural que outra divisa se valorize e esse papel tem cabido ao euro. Além disso, ao contrário das autoridades monetárias europeias, muitos países não vêem com bons olhos a apreciação das suas moedas. Em primeiro lugar, o Japão que, incapaz de relançar a sua economia, faz tudo para evitar uma apreciação da taxa de câmbio iene/dólar para além do nível que considera conveniente para as exportações nipónicas. Mas um pouco por todo o mundo, as autoridades têm cortado as taxas de juro para evitar rápidas apreciações, caso da Nova Zelândia, Suíça e Noruega.

Nos Estados Unidos, o diminuto crescimento do PIB em 1,6% no primeiro trimestre, não foi suficiente para a Reserva Federal proceder a um novo corte das taxas. O Fed só deverá utilizar as poucas munições que lhe restam se surgir uma dilúvio de más notícias.

Na Europa, a França anunciou um crescimento negativo no último trimestre de 2002 e na Alemanha, a confiança de consumidores e empresários encontra-se fortemente abalada. Perante este cenário poderemos questionar se o Banco Central Europeu tem feito tudo ao seu alcance para estimular uma retoma. Apesar da inflação estar relativamente controlada com a queda do preço do petróleo, o BCE optou por manter inalteradas as taxas de juro na sua reunião de início de Maio. Não obstante, será quase inevitável um corte nos próximos meses.

 Câmbios em 30/04/03

Cód. ISO

Moeda

Câmbio em euros

Variação face ao euro
(em %)

Flutuações

Perspectivas (1)

1 mês

1 ano

1 ano

Longo prazo

GBP

Libra esterlina

1.4322

-1.1

-11.4

Moderadas

-

-

CHF

Franco suíço

0.6607

-2.6

-3.5

Reduzidas

-

+

DKK

Coroa dinamarquesa

0.1347

0.0

0.2

Reduzidas

=

=

SEK

Coroa sueca

0.1095

1.4

1.4

Moderadas

+

++

NOK

Coroa norueguesa

0.1281

1.4

-3.0

Moderadas

-

-

USD

Dólar americano

0.8961

-2.2

-19.3

Elevadas

-

-

CAD

Dólar canadiano

0.6246

0.3

-11.6

Elevadas

+

++

AUD

Dólar australiano

0.5605

1.2

-5.9

Elevadas

+

++

JPY

Iene japonês (100)

0.7514

-2.8

-13.1

Elevadas

-

+

Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação; = estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.

 Taxas em 30/04/03

 

Cód. ISO

Inflação (1)

Taxas de juro a 3 meses

Taxas de juro a 10 anos

(%)

Mês

Valor em (%)

Tendência (2)

Valor em (%)

Tendência (2)

EUR

2.4

Mar

2.53

-

3.99

+

GBP

3.0

Mar

3.55

-

4.31

+

CHF

0.7

Abr

0.25

=

2.35

=

USD

3.0

Mar

1.27

=

3.70

+

CAD

2.9

Mar

3.34

=

4.79

=

AUD

3.4

Mar

4.75

-

5.20

=

JPY

-0.6

Mar

0.00

=

0.50

=

Fonte: Poupança Quinze
(1) Variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável; + subida.

 

Mercados bolsistas

O clima bolsista pintou-se de cores primaveris em Abril, com os principais mercados a registarem valorizações expressivas: Frankfurt subiu 16,5%, Paris 12,4% e Madrid 9,3%. Na primeira metade do mês, as atenções recaíram inicialmente sobre o desenrolar da guerra no Iraque, com as bolsas a registarem fortes ganhos, antecipando um desfecho breve do conflito. Mas, o assunto Iraque foi gradualmente passando para segundo plano, à medida que começaram a ser divulgados os resultados das empresas, referentes ao primeiro trimestre. De uma maneira geral, estas cumpriram aquilo que era esperado, com os resultados a conhecerem melhorias, sobretudo ao nível dos custos. Porém, se os planos de reestruturação permitiram aumentos da rentabilidade, as perspectivas económicas pouco encorajadoras para o resto do ano obrigaram os dirigentes a serem prudentes e circunspectos nas suas previsões.

Numa segunda fase, os investidores estiveram preocupados com a saída de diversos dados económicos. Neste particular, e apesar do crescimento dos Estados Unidos no primeiro trimestre ter sido algo decepcionante e de os indicadores na Alemanha permanecerem sombrios, a recuperação do índice de confiança dos investidores americanos e a baixa dos preços de petróleo permitem acalentar alguma esperança para os próximos tempos.

Por cá, a divulgação de resultados trouxe de tudo um pouco, num cenário quase idêntico ao verificado nos outros mercados, com as empresas a obterem melhorias através da redução de custos. A Euronext Lisboa ganhou 3,3%, impulsionada pela PT Multimedia (+28,9%), que registou os seus primeiros lucros, e pela banca. Neste sector, destaque para o BPI, que divulgou resultados em linha com o esperado e atingiu um novo máximo anual, e para o BES, que apresentou resultados superiores às nossas estimativas. Fique a par dos nossos conselhos e avaliações no boletim financeiro Poupança Acções.

 Bolsas em 30/04/03

Bolsa (1)

Evolução no último mês (2)

Evolução nos últimos doze meses (2)

Índice de sobre/sub valorização (3)

Price/Earnings médio do último exercício (4)

Price/Earnings médio do exercício em curso (4)

Euronext Lisboa

3.3%

-27.2%

-0.3

14.8

14.9

Eurnonext Amesterdão

8.9%

-37.6%

0.0

14.9

12.1

Euronext Bruxelas

13.5%

-27.1%

-0.6

17.4

10.3

Euronext Paris

12.4%

-28.5%

0.7

75.3

16.1

Frankfurt

16.4%

-34.8%

0.8

28.8

20.1

Londres

8.0%

-30.8%

-0.7

32.7

23.5

Madrid

9.3%

-15.7%

0.1

16.9

14.3

Milão

10.6%

-21.4%

0.0

24.6

15.4

Nova Iorque

5.7%

-29.9%

0.5

50.3

18.8

Sidney

5.8%

-12.6%

-0.5

--

--

Tóquio

-1.5%

-35.4%

1.5

--

--

Zurique

7.9%

-31.1%

0.3

48.0

18.4

Fonte: Poupança Acções
(1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI 20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a -0,5% indica que a bolsa está subvalorizada, entre -0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais).

12.05.2003

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