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Em Fevereiro, a Euronext Lisboa subiu 8,8%, com a esmagadora maioria dos títulos a registarem ganhos. Nos depósitos a prazo, as taxas de juro mantêm-se praticamente inalteradas e a níveis bastante inferiores à inflação esperada.
Rendimento Garantido: Certificados mantêm-se em baixa! As taxas dos depósitos continuam inalteradas e a taxa base dos Certificados também se mantém em valores baixos. Tal como no mês passado, a taxa base é de 1,5% para as novas subscrições ou renovações durante o mês de Março.
Taxas de câmbio: euro “debaixo de fogo”. A moeda única europeia sofreu fortes oscilações em Fevereiro. O euro avançou e recuou ao sabor das declarações sobre as economias europeia e americana e das “pressões” para que o BCE corte as taxas directoras.
Mercados bolsistas: Lisboa em forte alta supera concorrência. Em Fevereiro, e no plano internacional, os dados macro-económicos sobrepuseram-se à divulgação dos resultados das empresas e o balanço das Bolsas, se bem que positivo, foi mais modesto que no mês anterior. Todavia, e por cá, a Bolsa nacional manteve a forte toada positiva evidenciada desde há quase um ano, e valorizou mais 8,8% com a esmagadora maioria dos títulos a fecharem positivos. Nos dois primeiros meses do ano, o PSI-20 acumula um ganho de 13,1%.
Rendimento Garantido
Taxas dos depósitos inalteradas. As taxas de juro de curto prazo continuam sem mostrar sinais de recuperação. O Banco Central Europeu mantém a taxa directora da zona euro nos 2% desde Julho passado. Desde essa data que não se registam alterações significativas nas taxas dos depósitos bancários. Em média, um depósito de € 5.000 a um ano rende 1% líquidos, um valor muito abaixo da inflação esperada para 2004 (2,1%, segundo a OCDE). Contudo, é possível obter mais do que isso, de acordo com as nossas recomendações. Assim, para depósitos de prazo inferior a seis meses, a banca online é mais rentável: Banco Best, Bigonline e BNC ( NetPrazo ) propõem 1,7% para depósitos a um mês; para aplicações a três meses, o Bigonline remunera a 3%; para seis meses opte pelo DP Interactivo do BPN, que oferece 2,2%. Para depósitos a um ano, a banca tradicional apresenta a melhor proposta: 1,9% com a conta Imoprazo do BNC.
Certificados de Aforro em baixa! Um dos fenómenos curiosos dos primeiros dois meses de 2004 é que, apesar das expectativas de estabilidade das taxas de juro de curto prazo, a Euribor, taxa que serve de referência para as instituições bancárias da zona euro, continua a descer.
A taxa base dos Certificados de Aforro é calculada todos os meses com base nas últimas vinte observações da Euribor a três e doze meses do mês anterior. Em Julho de 2003, a taxa base dos Certificados atingiu um mínimo histórico (1,47%). Nesse mês registou-se o último corte na taxa directora da zona euro, pelo Banco Central Europeu. Depois de uma ligeira recuperação, nos últimos meses de 2003, a taxa base dos Certificados voltou a recuar no início de 2004, acompanhando a descida da Euribor.
As novas subscrições e renovações de Certificados, a efectuar durante o mês de Março, serão remuneradas a uma taxa líquida anual de 1,49% . Continuam a proporcionar um prémio de permanência semestral líquido de 0,2%, após os primeiros seis meses, até ao máximo de 1,6%. Assim, no início do quinto ano de aplicação, beneficiará do prémio máximo acrescido à taxa base em vigor nessa data.
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Certificados de Aforro |
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Taxa base (1) |
Prémio de permanência (2) |
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1,5 % |
0,2 % |
Fonte: Poupança Quinze (1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os Certificados subscritos em Março de 2004 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.
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Depósitos a Prazo (1) |
|
Taxa média (2) |
Melhor taxa (3) |
|
1 % |
1,9 % |
Fonte: Poupança Quinze (1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5 000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 29/02/04. (3) BNC (Imoprazo).
Câmbios, Inflação e Taxas de Juro
Em Fevereiro, a taxa de câmbio do euro apresentou-se bastante volátil. Num primeiro momento, a falta de acordo entre a Europa, os EUA e o Japão, na cimeira do G7, levou o euro para máximos históricos acima de 1,29 dólares. Alguns dias depois, a expectativa de intervenção do Banco Central Europeu no mercado cambial e declarações tranquilizadoras de vários responsáveis, sobre a saúde da economia americana, inverteram essa tendência e “puxaram” o euro para perto de 1,25 dólares. Por fim, o apelo de destacados políticos europeus para que o BCE cortasse as taxas directoras colocou o euro em apenas 1,24 dólares. Contudo, uma redução de 0,25% nas taxas dificilmente chegaria para relançar a economia e suster a subida do euro. Dessa forma, Poupança Quinze considera que o BCE só deverá baixar as taxas se o euro voltar a atingir novos máximos face ao dólar.
Fora da zona euro, a economia mundial tem apresentado bons resultados. Os EUA anunciaram um crescimento anualizado de 4,1% do PIB no último trimestre de 2003. No mesmo período e no Japão, o avanço foi ainda mais surpreendente: 7%! A China, por seu lado, divulgou um crescimento de 9% em 2003. O bom desempenho das duas maiores economias mundiais e da China, mostram os efeitos expansionistas das políticas monetárias e fiscais postas em prática, mas também deixam antever a possibilidade de uma verdadeira dinâmica de crescimento global. Um cenário que, mais tarde ou mais cedo, deverá beneficiar o Velho Continente. Contudo, a melhoria do mercado de trabalho é, actualmente, um elemento crucial para uma prosperidade sustentável dos dois lados do Atlântico.
| Câmbios
em 27/02/04 |
| Cód. ISO |
Moeda |
Câmbio
em euros |
Variação face ao euro
(em %) |
Flutuações |
Perspectivas (1) |
| 1 mês |
1 ano |
1 ano |
Longo prazo |
| GBP |
Libra
esterlina |
1.4935 |
1.9 |
2.2 |
Moderadas |
- |
- |
| CHF |
Franco suíço |
0.6337 |
-0.8 |
-7.4 |
Reduzidas |
= |
++ |
| DKK |
Coroa dinamarquesa |
0.1342 |
0.0 |
-0.3 |
Reduzidas |
= |
= |
| SEK |
Coroa sueca |
0.1081 |
-0.5 |
-0.9 |
Moderadas |
+ |
++ |
| NOK |
Coroa norueguesa |
0.1143 |
-0.4 |
-11.7 |
Moderadas |
= |
= |
| USD |
Dólar americano |
0.8048 |
0.0 |
-13.3 |
Elevadas |
+ |
+ |
| CAD |
Dólar
canadiano |
0.5998 |
-0.9 |
-3.7 |
Elevadas |
+ |
++ |
| AUD |
Dólar australiano |
0.6209 |
1.4 |
10.3 |
Elevadas |
+ |
= |
| JPY |
Iene
japonês (100) |
0.7366 |
-3.1 |
-6.1 |
Elevadas |
= |
++ |
Fonte: Poupança Quinze
(1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação;
= estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.
| Taxas em 27/02/04 |
| Cód.
ISO |
Inflação
(1) |
Taxas
de juro a 3 meses |
Taxas
de juro a 10 anos |
| (%) |
Mês |
Valor
em (%) |
Tendência
(2) |
Valor
em (%) |
Tendência
(2) |
| EUR |
1.6 |
Fev |
2.05 |
= |
3.93 |
+ |
| GBP |
2.4 |
Jan |
4.17 |
+ |
4.72 |
+ |
| CHF |
0.2 |
Jan |
0.25 |
= |
2.33 |
= |
| USD |
1.9 |
Jan |
1.08 |
= |
3.79 |
+ |
| CAD |
1.5 |
Jan |
2.22 |
- |
4.28 |
= |
| AUD |
2.4 |
Dez |
5.77 |
+ |
5.54 |
+ |
| JPY |
-0.3 |
Jan |
-0.05 |
= |
0.96 |
= |
Fonte: Poupança Quinze (1) Variação dos preços face ao mesmo
mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável;
+ subida.
Mercados bolsistas
Depois das fortes subidas registadas no início do ano, a maior parte das Bolsas mundiais registou ganhos mais moderados em Fevereiro. Frankfurt subiu de forma muito ligeira (+0,1%), condicionada pelos números de desemprego, que continuam elevados e pela debilidade do consumo privado. Para além disso, os últimos dados referentes às exportações revelaram algum impasse. Nos Estados Unidos (Nova Iorque; +1,5%), a criação de emprego permanece bastante limitada e os índices de confiança dos consumidores, pilar da economia americana, saíram abaixo do esperado. Após as subidas espectaculares registadas nos últimos meses, os valores tecnológicos corrigiram um pouco e, neste mês, foram os sectores mais defensivos que obtiveram melhor prestação: o sector alimentar, a distribuição e as empresas de serviços públicos e electricidade. Fevereiro ficou ainda marcado por alguma especulação em torno de processos de fusões e aquisições (Comcast/Disney, Sanofi/Aventis…), que vieram relançar a expectativa de uma consolidação em alguns sectores.
Mas, se no plano internacional, os investidores mostraram-se um pouco mais prudentes, por cá, a Bolsa nacional evoluiu em alta e acrescentou mais 8,8% à sua valorização deste ano. Suportada praticamente por todos os títulos cotados, destacamos ainda assim, o excelente comportamento do grupo Sonae face à expectativa de uma reestruturação dos seus negócios. A Sonae Indústria subiu 50,2%, a Modelo Continente 7,7%, a SonaeCom 10,3% e a empresa mãe 16,5%. Para além disso, a saída da Sonae da Portucel é cada vez mais provável, depois do grupo ter negociado vários acordos para uma alienação da sua posição com alguns dos candidatos à compra no processo de privatização da empresa de pasta e papel.
Em Março, esperamos com expectativa a divulgação dos resultados anuais da maior parte das empresas cotadas na Bolsa nacional. Para ficar a par de como este período se irá desenrolar, consulte o boletim Poupança Acções.
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Bolsas em 27/02/04
|
|
Bolsa (1)
|
Evolução no último mês (2)
|
Evolução nos últimos doze meses (2)
|
Índice de sobre/sub valorização (3)
|
Price/Earnings médio do último exercício (4)
|
Price/Earnings médio do exercício em curso (4)
|
|
Euronext Lisboa
|
8.8%
|
45.1%
|
-0.3
|
21.5
|
17.3
|
|
Eurnonext Amesterdão
|
2.2%
|
32.7%
|
0.2
|
16.6
|
13.0
|
|
Euronext Bruxelas
|
4.4%
|
54.2%
|
-0.2
|
15.2
|
1.9
|
|
Euronext Paris
|
2.9%
|
42.7%
|
0.7
|
20.1
|
17.1
|
|
Frankfurt
|
0.1%
|
51.9%
|
1.1
|
28.3
|
18.1
|
|
Londres
|
4.8%
|
35.4%
|
-0.4
|
32.8
|
20.8
|
|
Madrid
|
3.9%
|
42.3%
|
0.0
|
18.4
|
16.0
|
|
Milão
|
1.6%
|
25.9%
|
0.0
|
20.2
|
17.5
|
|
Nova Iorque
|
1.5%
|
21.5%
|
0.3
|
22.2
|
19.3
|
|
Sidney
|
4.1%
|
36.7%
|
-0.5
|
n.d.
|
n.d.
|
|
Tóquio
|
0.0%
|
25.9%
|
1.5
|
n.d.
|
n.d.
|
|
Zurique
|
0.5%
|
33.8%
|
-0.1
|
20.3
|
16.3
|
Fonte: Poupança Acções (1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI-20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a –0,5 indica que a bolsa está subvalorizada, entre –0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais). n.d. = não disponível.
08.03.2004
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