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Depósitos, certificados e fundos de tesouraria rendem mais do que a inflação e são seguros. Taxas de 4% são fáceis de encontrar.
Tradicionalmente, as aplicações de curto prazo rendem pouco. Mas a subida das taxas de juro tornou vários produtos deste tipo mais atractivos, sobretudo se contratados pela Net. Engodos também os há, mas podem ser evitados.
Invista em depósitos, certificados e fundos
Se dispõe de 3 a 6 salários mensais, que pretende ter por perto em caso de necessidade, os depósitos a prazo são a opção mais rentável e segura. Em média, rendem acima da inflação, mas é na banca on-line que encontra as taxas mais atractivas. Por exemplo, o Netprazo, do Banco Popular, nossa Escolha Acertada, paga 4,2% a um ano. Desconfie dos depósitos que anunciam taxas de dois dígitos. DP 11%, Depósito 12 e Postal 20,9 são alguns que prometem remunerações elevadas, mas rendem pouco mais do que a inflação.
Os certificados de aforro estão longe dos velhos tempos de glória, mas continuam a ser uma das poucas aplicações interessantes. Em Janeiro de 2008, o Governo suspendeu a subscrição da série B e alterou o cálculo do rendimento para quem já a tinha, o que defraudou as expectativas dos aforradores. Em simultâneo, lançou a série C, menos rentável do que a anterior. Em Maio, a taxa de base foi de 3,1% líquidos. O prémio de permanência máximo (2% líquidos) é atingido no 10.º ano e só usufrui dele durante um ano.
Os fundos de tesouraria não garantem o capital, mas têm um risco reduzido e permitem resgatar o dinheiro quando quiser, sem ser penalizado. A maioria não cobra comissões ou exige valores muito reduzidos. A valorização média da categoria tem ficado abaixo da remuneração dos depósitos a prazo. Não é, por isso, uma alternativa a este tipo de aplicação, mas uma boa opção para quem deseja ter o dinheiro à mão. O BPN Tesouraria, a nossa Escolha Acertada, valorizou 2,5% no último ano.
Se não gosta de correr riscos, prefira uma conta à ordem remunerada na Net. O Banco Big, BPI Online e Banco Best, nossas Escolhas Acertadas, rendem 2,1%, 2% e 1,6%, respectivamente.
Evite produtos indexados e "dois em um"
A maioria dos produtos indexados ou "dois em um" são um engodo. Evite-os. Os primeiros assumem a forma de depósito ou obrigação de caixa e são apontados como alternativa aos depósitos. Mas o rendimento depende do desempenho do indexante usado (índices de bolsa, cabaz de acções, etc.). Além disso, só garantem o capital no final do período e muitos não permitem o resgate antecipado. As fórmulas de cálculo também escondem surpresas.
Os "pacotes" de aplicações são, no geral, mau negócio. Os bancos usam aplicações de taxa elevada como isco, quase sempre depósitos para prazos muito curtos, para vender outras: fundos, PPR, seguros e obrigações, etc. A maioria cobra comissões elevadas e rende pouco. Se já investiu nestes produtos e sente-se lesado, reclame no nosso formulário na Net.
Última atualização em julho de 2008
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