Alimentos ricos em cálcio e vitaminas, como fruta,
legumes, leite e derivados, são obrigatórios
à mesa.
O organismo da grávida sofre uma série
de
alterações para assegurar a
vitalidade do feto. A dieta tem de cobrir as necessidades de ambos, bem
como
preparar duas fases muito exigentes: o parto e a
amamentação. O ideal é a
grávida
ganhar entre 9 e 12 quilos. Para tal é preciso um pequeno
suplemento de
energia, em particular, a partir do segundo trimestre. Em geral, bastam
cerca
de 300 calorias a mais por dia, o que corresponde, por exemplo, a um
copo de
leite e um pão com manteiga. Nalguns casos, as
recomendações podem ser
diferentes, por exemplo, devido ao peso da mãe antes da
gravidez. Por isso,
este aspecto é vigiado pelo médico durante a
gestação.
Leite,
fruta e legumes
As
grávidas não precisam de uma
alimentação especial, mas têm de
apostar na
variedade, dadas as necessidades acrescidas em vitaminas e minerais.
Fruta,
legumes, leite e derivados, como o queijo e iogurtes, são,
pois, alimentos
obrigatórios à mesa. Convém ingerir
entre 750 mililitros e 1 litro de leite por
dia, 300 gramas de legumes e 2 ou 3 peças de fruta. No caso
da carne e do
peixe, bastam 150 gramas diários de cada. Uma vez por
semana, pode substituir
uma destas fontes de proteínas por dois ovos. A quantidade
diária de hidratos
de carbono provenientes, por exemplo, do pão, massa e
arroz, têm de ser
ajustadas às necessidades de cada grávida. O
médico pode ajudar a defini-las.
Cuidado
com as
toxinfecções
Tal
como as crianças, idosos e doentes, as grávidas
são mais susceptíveis a
contrair uma toxinfecção alimentar. Os sintomas e
consequências são também mais
graves. Estes problemas podem ser causados por várias
bactérias, mas a listéria
e a salmonela são das mais preocupantes, devido aos efeitos
nefastos. A
primeira encontra-se, sobretudo, em queijos de pasta mole, saladas
cruas,
presunto, chouriço e refeições
pré-preparadas. Provoca sintomas gripais,
vómitos, diarreia e pode causar aborto. A salmonela pode
aparecer nos ovos e
carne de aves mal passada e origina febre, vómitos, diarreia
e desidratação.
Pode também causar aborto ou parto prematuro.
Conselhos
para limitar
riscos
Faça pequenos lanches, de duas em duas horas, e
controle o peso. Se
tiver enjoos de manhã, coma duas bolachas antes de
se levantar.
Evite saladas cruas fora de casa, sobretudo, se
não for imune à
toxoplasmose. Ao prepará-las, lave bem os legumes em
água corrente. Faça o
mesmo para a fruta ou opte por descascá-la.
Lave bem as mãos antes e depois de tratar dos
alimentos. Se tiver uma
ferida, proteja-a.
No supermercado, compre os produtos perecíveis,
como carne, peixe e
fiambre, bem como os congelados em último lugar. Se
possível, transporte-os num
saco térmico e, em casa, guarde-os de imediato no
frigorífico.
Cozinhe bem os alimentos, em especial, a carne e o peixe.