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Os unidos de facto há mais de 2 anos estão numa posição mais vantajosa do que os casados, pois podem decidir como apresentar o IRS.
Quem está casado é obrigado a entregar a declaração de rendimentos em conjunto. Se, nalguns casos, esta obrigação até pode ser favorável, por exemplo, para casais com rendimentos muito diferentes, noutros, prejudica as contas da família.
Calcule a opção mais vantajosa
Para saber se lhe compensa apresentar a declaração em separado ou em conjunto, confronte a taxa de imposto de cada um. Isto, porque na entrega conjunta é aplicado o chamado quociente conjugal: o rendimento de ambos é somado e depois dividido por dois. O resultado desta operação influencia diretamente a taxa de imposto a aplicar aos rendimentos do casal e é determinante para apurar que tipo de entrega é mais interessante.
Se ambos os contribuintes estiverem sujeitos à mesma taxa de imposto (varia entre 11,5% e 46,5%, consoante os rendimentos), à partida, não há mais-valia na entrega conjunta. Em contrapartida, quando a taxa de imposto a aplicar a um dos contribuintes na declaração individual for, pelo menos, dois escalões mais baixa do que a que seria aplicada a ambos na declaração conjunta, a entrega em conjunto será, em princípio, mais vantajosa.
Há, no entanto, outros fatores que podem influenciar esta situação, como a totalidade das deduções à coleta ou o número de dependentes. Por exemplo, num casal com rendimentos idênticos, é indiferente a declaração onde incluem o filho. Mas se forem muito díspares, convém mencioná-lo no IRS do membro com mais rendimentos. Em caso de dúvida, o melhor é fazer simulações.
Ao "dividir" os filhos, pode poupar mais de 800 euros
Quando nasce um filho, os pais beneficiam automaticamente de uma dedução à coleta. Mas esta é mais elevada nas famílias monoparentais. Enquanto quem vive sozinho tem uma dedução pessoalizante de € 261,25, quem vive sozinho com um filho beneficia de € 380, acrescidos de € 190 por cada dependente. Logo, é mais vantajoso entregar o IRS em separado e incluir o filho numa das declarações.
Por exemplo, para um casal unido de facto, em que cada um ganha 20 mil euros anuais de trabalho dependente, com despesas do crédito à habitação e 2 filhos, é mais vantajoso entregar o IRS em separado e "repartir" os filhos por cada uma das declarações. Tal permite-lhe aproveitar ao máximo as deduções com despesas de educação e saúde, por exemplo, além da dedução das famílias monoparentais. Na prática, fazendo a entrega individual, cada um receberá € 967 (ou seja, € 1934, no total). Se estivessem casados, seriam obrigados a entregar uma só declaração e o re-embolso do casal seria de 1 105 euros. Conclusão: com a entrega individual, poupam 829 euros.
Última atualização em maio de 2011
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