Didático

Com a crescente integração dos mercados e o fenómeno da globalização, a repartição geográfica dos investimentos tem vindo a sofrer a concorrência de outro tipo de abordagem: a setorial. Por outras palavras, o importante não é tanto escolher o país onde se investe, mas sim o setor da economia em que se aposta.

 

Assim, nasceram os fundos de ações sectoriais, cuja política de investimento não é virada para a bolsa portuguesa, zona euro ou dos EUA, mas antes para o sector financeiro ou para as telecomunicações ou outro qualquer setor económico.

 

Apesar desta última abordagem ter vindo a ganhar peso, é indiscutível que o fator “geográfico” não pode ser totalmente descurado, nomeadamente, quando comparamos as perspetivas dos grandes blocos económicos (Europa, Estados Unidos e Japão). Assim, também podemos encontrar fundos setoriais do setor financeiro europeu ou do setor tecnológico norte-americano. As combinações são imensas.

 

A grande vantagem deste tipo de fundos é permitir que o investidor esteja mais exposto ao setor que irá beneficiar mais com as perspetivas a médio prazo da economia. Num momento de crise económica poder-se-ia apostar num fundo com ações de empresas de setores como o da alimentação e bebidas ou farmacêutico. As fases de recuperação económica possibilitam uma exposição ao setor financeiro ou a atividades cíclicas (ex.: setor automóvel).

 

Porém, esta aparente vantagem tem os seus inconvenientes. Ao subscrever um fundo setorial, o investidor está sujeito a um nível de risco muito superior. Um único setor está muito mais vulnerável a acontecimentos negativos do que um fundo de ações “generalista”, onde o nível de diversificação é muito maior.