Didático

Incluem-se na categoria obrigações em outras divisas os fundos que apostam parte considerável da sua carteira em aplicações expressas em moedas estrangeiras. Se essa é a sua característica comum, nada impede que encontremos importantes diferenças mesmo dentro desta categoria. Por um lado, existem fundos dedicados a divisas específicas: dólar australiano (AUD), dólar canadiano (CAD), dólar norte-americano (USD), libra esterlina (GBP), etc. Por outro, é possível encontrar fundos que diversifiquem a sua carteira a nível europeu ou mundial.

 

A grande maioria destes fundos aposta em obrigações de dívida pública de taxa fixa emitidas por países desenvolvidos. Assim, o risco de crédito é reduzido, mas estão mais expostos a uma eventual subida das taxas de juro. Não obstante, o principal elemento distintivo face aos restantes fundos de obrigações é o facto da divisa em que estão denominadas não ser o euro, pelo que acresce ainda o risco cambial a que fizemos referência.

 

Por fim, encontramos ainda alguns fundos de obrigações virados para dívida pública economias emergentes. Dado que os emitentes são menos fiáveis, esta subcategoria acaba por estar bastante exposta a todos os tipos de risco: taxa de juro, crédito e cambial.

 

Os fundos de obrigações de outras divisas podem ser utilizados quando existe a expectativa de valorização a curto prazo de uma determinada divisa face ao euro. Porém é muito difícil prever os movimentos cambiais nos próximos dias ou meses. Só quando o horizonte de tempo é mais alargado é que existem diversos modelos económicos que ajudam nessa tarefa de previsão. Se se dispõe desse tipo de informação, estes fundos são ideais para diversificar a carteira.