Didático

Ao contrário de outros fundos de investimento, os fundos mistos não são especializados em determinado tipo de aplicações. Por isso, as suas carteiras são compostas por ações, obrigações, depósitos bancários e até unidades de participação em outros fundos de investimento.

 

Apesar dessa opção comum pela diversificação, não se pode afirmar que os fundos mistos possuem políticas de investimento semelhantes. Longe disso, podem ter potencialidades e níveis de risco completamente diferentes entre si: uns privilegiam claramente o investimento em ações, outros apostam mais nas obrigações, outros têm uma carteira bastante diversificada internacionalmente, apostando em vários países e regiões carteira.

 

Os fundos mistos definem, nos respectivos prospetos, limites para o investimento em ações e/ou outras aplicações. Esse facto pode limitar um pouco a margem de manobra da sociedade gestora, mas oferece maior segurança ao investidor, que conhece à partida o nível máximo de risco a que se está a expor quando faz a subscrição.

 

Uma das formas utilizadas para compartimentar e diferenciar os fundos mistos é a percentagem da carteira que dedicam às ações, habitualmente a aplicação mais arriscada! É claro que o risco de um fundo também pode ser influenciado por outras aplicações, nomeadamente as obrigações de longo prazo, obrigações de alto risco ou mesmo a aposta em moedas que não o euro.

 

Consideramos que a classificação com base na percentagem aplicada em ações é a mais ilustrativa do nível de risco do fundo. Assim, consoante o maior ou menor grau da aposta em ações, dividimos estes fundos em três tipos: defensivos, neutros e agressivos.

 

  • Defensivos

Investem pouco em ações, representando estas menos de 30% da carteira. São a subcategoria mais numerosa. Estes fundos têm um risco relativamente mais baixo, mas o rendimento potencial também é menos atrativo, embora seja superior ao dos fundos monetários euro e ao das obrigações de taxa variável. É aconselhável investir por um período mínimo de cinco anos.

 

  • Neutros

Nestes, as ações ocupam uma parcela significativa: 30% a 50% da carteira. Caracterizam-se por um certo equilíbrio entre a componente de ações e a de rendimento fixo. Esta repartição implica um ganho potencial e um risco superiores face aos defensivos. Assim, o horizonte de investimento para esta subcategoria de fundos deve ser de dez anos.

 

  • Agressivos

Trata-se de fundos que dedicam, pelo menos, metade da carteira ao investimento em ações. Podem proporcionar rendimentos elevados, mas também comportam maiores riscos, sendo frequentes as flutuações do seu valor. São, por isso, adequados para prazos ainda mais longos: entre 15 a 20 anos.