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Mais transparência! 05/11/2007

A conclusão do nosso mais recente estudo sobre os custos de investir em Bolsa é simples: se optar pelo banco ou corretora mais adequados pode poupar várias centenas de euros por ano! Mas ainda há muito caminho a percorrer nesta matéria. 

O nosso mais recente estudo comparativo sobre os custos de investir em Bolsa (clique aqui) chegou a uma conclusão bastante simples: optar pelo intermediário financeiro mais adequado ao seu perfil pode poupar-lhe várias centenas de euros por ano! Contudo, não queremos deixar de ir mais longe na defesa do interesse dos pequenos investidores.

Em primeiro lugar, os preçários. Estes são complexos e a comparabilidade entre eles é difícil. Nomeadamente, as comissões incluírem ou não a taxa de Bolsa, o fraccionamento das ordens, os mínimos exigidos, etc. Apesar da franca melhoria face aos nossos últimos estudos, pensamos que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o Banco de Portugal deveriam equacionar a adopção de um modelo único de apresentação de preçário por parte dos intermediários financeiros, o que facilitaria a leitura aos investidores e aumentava a transparência.

Em segundo lugar, as comissões ainda são muito elevadas para o investimento em Bolsas estrangeiras. Existe claramente espaço para os custos descerem, nomeadamente, no universo da NYSE Euronext. E é preciso não esquecer os custos com a custódia de títulos que até há poucos anos não eram cobrados, mas que agora têm um forte peso na estrutura das comissões e penalizam os investidores com menos recursos!

Muita atenção também para as promoções pontuais feitas por alguns bancos e corretoras. Estas podem parecer tentadoras, mas apesar de terem alguns benefícios pontuais, muitas vezes não compensam a troca de intermediário financeiro, pois não são tão úteis como a campanha de marketing o quer fazer crer. Compare os custos dos vários bancos e corretoras que lhe apresentamos. Se a poupança nas comissões for elevada, compensa mudar. Mas é preciso cautela. Na realidade, a transferência de uma carteira de acções tem um custo elevado, que poderá facilmente ultrapassar 200 euros. Uma questão que também deveria ser alvo da acção das entidades reguladoras, pois constitui um entrave à concorrência.