Dívida pública: rendimento até 18%

Data da publicação: 04/11/2011

As taxas dos Certificados do Tesouro para prazos superiores a cinco anos mantêm-se pelo nono mês consecutivo: 5,3% ou 5,6% líquido ao ano. Mas as Obrigações do Tesouro atingem os 18%.

Ponha o Estado a render

Os momentos de crise são também oportunidades e os tempos atuais são prova disso. As yields da dívida pública estão em níveis muito elevados. Tire partido disso e engorde o rendimento das suas poupanças.

Certificados de Aforro, Certificados do Tesouro e Obrigações do Tesouro são as aplicações de dívida pública mais conhecidas dos portugueses. Se os primeiros perderam interesse desde 2008, os Certificados do Tesouro e as Obrigações do Tesouro são dois produtos bem atrativos. O segredo está em escolher o produto mais adequado ao seu horizonte de investimento e diversificar, ou seja, não aplique todas as suas economias em dívida pública.

 

Até 12 meses

Os depósitos a prazo são a melhor opção. Procure remunerações acima da taxa de inflação prevista (3,5% em 2011 e 2,4% para 2012), aproveite os “super depósitos” e tente negociar as taxas, especialmente se tiver um montante elevado (superior a 10 mil euros).

Pontualmente poderá encontrar alguma Obrigação do Tesouro por um período até um ano. Por exemplo, atualmente a OT Junho 2012 rende 17,9%, se adquirida à cotação atual e mantida até ao vencimento. É uma boa opção, se tiver a certeza de que não vai necessitar do capital nos próximos sete meses. Contudo, recomendamos OT para montantes superiores a cinco mil euros.

 

Entre 2 a 5 anos

Não invista em Certificados do Tesouro. Em novembro, à semelhança do que aconteceu nos meses anteriores, a taxa definida para este prazo é apenas de 1,6% líquida, ou seja, bastante abaixo da inflação esperada para o próximo ano (2,4%). Os Certificados do Tesouro não são indicados para prazos inferiores a cinco anos. Uma opção para estes prazos são os depósitos de taxa fixa ou crescente, contudo, as Obrigações do Tesouro são mais rentáveis.

 

  • Obrigações do Tesouro
    Existem no mercado muito boas oportunidades a curto prazo (menos de 24 meses) e com elevado rendimento. É o caso da OT Junho 2012 que, adquirida à cotação atual e mantida até ao vencimento, rende-lhe 17,9%; nos mesmos pressupostos, a OT Setembro 2013 renderia 16,4%.

Entre 5 a 10 anos

Os depósitos, sejam de taxa fixa ou crescente, não são a melhor opção. A dívida pública é mais rentável.

 

  • Certificados do Tesouro
    É o prazo ideal para aplicar neste produto. O rendimento varia consoante o prazo durante o qual mantém o produto. O IGCP manteve as taxas pelo nono mês consecutivo: se mantiver este produto entre cinco a nove meses, rende 5,3% líquidos ao ano; se mantiver por dez anos, consegue 5,6%. A vantagem é poder resgatar a aplicação em qualquer altura após os primeiros seis meses e o capital está sempre garantido. O mínimo para investir são 1000 euros.

  • Obrigações do Tesouro
    Entre cinco a dez anos, as Obrigações do Tesouro rendem entre 9,9 e 12,5%, adquiridas à cotação atual e mantidas até ao vencimento. Tem uma desvantagem: para assegurar esse rendimento, é necessário manter os títulos até ao vencimento. Nesse aspeto (liquidez), os Certificados do Tesouro estão em vantagem, mas o rendimento é inferior. Por isso, cabe-lhe a si analisar se vai necessitar desse capital durante o prazo até ao vencimento da Obrigação do Tesouro. Claro que pode vender o título em Bolsa, caso necessite do capital, mas não há garantias de rendimento, nem mesmo obter a totalidade do capital que investiu.

Investir com garantia de capital
Montante (euro)
Produto
Rendimento
Até 1 ano
Inferior a 5000
Depósitos de curto prazo
Até 6,25% bruto
Acima de 5000
OT Junho 2012
18% (1)
Entre 2 a 5 anos
Inferior a 5000
Depósitos de curto prazo
Até 6,25% bruto
Acima de 5000
Obrigações do Tesouro
Entre 12 a 18% (1)
Entre 5 a 10 anos
Acima de 1000
Certificados do Tesouro
5,3% ou 5,6% (2)
Acima de 5000
Obrigações do Tesouro
Entre 9,9 a 12,5% (1)
(1) Yield líquida, desde que o título seja adquirido à cotação do dia 2 de novembro e mantido até ao vencimento. (2) Consoante o prazo: 5,3% líquido ao ano se mantiver entre cinco a nove anos e 5,6% se mantiver por dez anos.

 

Aplicações do Estado são seguras?

Nenhum produto é 100% seguro, nem mesmo os produtos de aforro do Estado. Assim, Certificados de Aforro, Certificados do Tesouro e Obrigações do Tesouro não estão totalmente isentos de risco, mas a probabilidade do Estado falir é inferior ao de um banco ou uma seguradora.

Apesar dos juros generosos, especialmente nas Obrigações do Tesouro, nunca esqueça a hipótese, ainda que remota, do Estado não cumprir os seus compromissos financeiros, o que provocaria prejuízos aos investidores. Para limitar esse risco, os Certificados do Tesouro e as Obrigações do Tesouro não deverão representar mais de 25% das suas poupanças de longo prazo. Aliás, uma regra que bem conhece: não coloque os ovos todos no mesmo cesto.

 

Consulte também:

 

Descubra o portal e a newsletter PROTESTE INVESTE,
com informação atualizada e detalhada sobre finanças e investimento.
Grátis, rápido e fácil de consultar!

Durante um mês, beneficie gratuitamente de todas as vantagens
da subscrição da PROTESTE INVESTE:
Acesso ilimitado ao portal financeiro
Acesso à linha de investimento
1 número da PROTESTE INVESTE mensal
4 números da PROTESTE INVESTE semanal

Conteúdo reservado para subscritores X

Vantagens exclusivas

  • Conselhos isentos
  • Avaliação de produtos financeiros
  • Carteiras de ações e de fundos

"Sigo os conselhos da Proteste Investe e, este ano, estou a ter uma rentabilidade de 5% na minha carteira de investimento."