Evolução da distribuição dos conselhos sobre ações

Distibuição dos conselhos de acções em 06/04/200906/04/2009

A recuperação das Bolsas no último mês foi importante, mas a crise económica deverá continuar a pesar nos lucros das empresas. Recomenda-se prudência e selectividade na escolha das carteiras.

Recuperação das Bolsas em 2009?


O presente ano iniciou-se com o agravamento da conjuntura económica e, hoje em dia, é consensual que a maioria das principais economias mundiais está em recessão (com as previsíveis excepções da China e da Índia). Várias medidas têm sido tomadas, nomeadamente as decisões emanadas da recente cimeira do G20, e a retoma poderá surgir no final do próximo ano. Esta expectativa poderá impulsionar as Bolsas a prazo, pois estas tendem a antecipar os ciclos económicos entre seis meses a um ano.

A incerteza continua no ar


Mas o jogo ainda não está ganho: a maioria das Bolsas está negativa em 2009, apesar da recente recuperação. A bolsa tecnológica Nasdaq e Lisboa são excepções. Já a incerteza continua muito elevada, com reflexo na volatilidade.

Por mercados, a praça londrina é, em nossa opinião, a que está mais atractiva em termos gerais. Já os mercados europeus estão, de uma forma geral, correctamente avaliados.

Mercados accionistas

Variações (1) (2)

Volatilidade (1) (3)

Acções de compra

2008

2009

2007

2008

2009

Nasdaq

-37,5

+6,5

17

41

43

0

Lisboa

-51,3

+1,0

14

33

22

3

Londres

-47,8

-3,1

17

37

33

4

N. Iorque

-35,3

-3,4

16

41

41

1

Bruxelas

-53,8

-5,3

16

37

29

1

Amesterdão

-52,3

-6,2

16

42

40

1

Paris

-42,7

-8,1

17

40

36

0

Frankfurt

-40,4

-8,8

15

38

38

1

Madrid

-39,4

-9,5

16

40

34

0

Zurique

-27,0

-11,5

15

35

29

1

Milão

-48,4

-11,9

15

37

41

3

(1) Em percentagem (2) Em euros (3) Medida pelo desvio-padrão anual, calculado com base nas variações diárias do principal índice do mercado.

Aposte em sectores defensivos


Dos 15 títulos que recomendamos a compra, nove são utilities ou farmacêuticas, dois sectores tipicamente defensivos. Ou seja, duas actividades onde a conjuntura económica não tem um impacto tão forte como em outros. Recomendamos ainda a compra da Telecom Italia, da Pearson e da Sonae, cujas actividades resistem melhor à conjuntura.

Além disso, existem também algumas oportunidades noutros sectores. Consulte os nossos conselhos para cada título nas fichas detalhadas.

Selecção POUPANÇA ACÇÕES
(em percentagem do total)

Actualmente, recomendamos a compra de 15 empresas no universo de 150 que fazem parte da nossa selecção. A actual crise recomenda prudência.

Risco exige selectividade


Como vimos, a volatilidade dos mercados ainda não voltou para os níveis que nos habituou antes da crise económica estalar. Por isso, os investidores exigem mais remuneração para que o valor esperado do ganho compense o risco em que estão a incorrer. Assim, são muitos os que saem do mercado, provocando a queda das acções até que este encontre um novo equilíbrio.

Nestes períodos de incerteza, a selectividade ganha mais importância. Evite riscos desnecessários, invista apenas o dinheiro que tem certeza de que não irá necessitar nos próximos cinco anos e diversifique os seus investimentos. Nomeadamente, coloque uma parte do seu património em activos com pouco risco (por exemplo, depósitos bancários).


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