Evolução da distribuição dos conselhos sobre ações
Distibuição dos conselhos de acções em 05/01/200905/01/2009
Apesar das Bolsas já terem caído bastante em 2008, ainda se vivem tempos difíceis e, por agora, aconselhamos prudência no investimento em acções. Veja a distribuição dos nossos conselhos.
2008 não deixa saudades
O ano que agora terminou não deixou saudades para os investidores: a crise financeira implicou quedas anuais muito acentuadas nos principais índices bolsistas e um fortíssimo aumento da sua volatilidade (ver quadro). Mais de 97% das acções incluídas no nosso modelo de avaliação fecharam 2008 em queda anual.
Para 2009, a crise deverá conduzir muitos países a um crescimento negativo do PIB, o que se irá reflectir nos lucros das empresas.
Acções não estão em saldos
As fortes quedas em Bolsa verificadas desde meados de 2007 e a recente descida das taxas de juro, proporcionam uma maior atractividade do mercado accionista. Mas as estimativas de lucros também foram ajustadas e não existem “preços de saldos”.
A maior parte dos mercados estão correctos, enquanto Londres e Nova Iorque estão baratos (considerando também a valorização das divisas).
SELECÇÃO POUPANÇA ACÇÕES
(em % do total)

No panorama actual, recomendamos a compra de 14 das 150 acções que acompanhamos nos nossos quadros. Apesar de outros títulos estarem baratos, a conjuntura actual recomenda prudência.
Apostas mais defensivas
Actualmente, 71% dos nossos conselhos de compra são de empresas presentes em sectores mais defensivos: Utilities, Farmacêutico, Químico, Alimentar e Telecomunicações. Além disso, a britânica Pearson (compra no sector de media) tem os negócios centrados na edição escolar, um segmento defensivo.
De resto, temos compras no sector industrial devido à avaliação e solidez do balanço justificarem, para os mais audaciosos, o risco do sector. No caso da Sonae, uma parcela importante das receitas provém da distribuição alimentar, um pólo menos cíclico.
| Mercados accionistas | |||||
| Variações (1) (2) | Volatilidade (1) (3) | Acções de compra | |||
| 2007 | 2008 | 2007 | 2008 | ||
| Lisboa | +16,3 | -51,3 | 14 | 33 | 3 |
| Londres | -4,8 | -47,8 | 17 | 37 | 3 |
| Milão | -6,5 | -48,4 | 15 | 37 | 3 |
| N. Iorque | -6,6 | -35,3 | 16 | 41 | 2 |
| Amesterdão | +4,1 | -52,3 | 16 | 42 | 1 |
| Bruxelas | -5,9 | -53,8 | 16 | 37 | 1 |
| Frankfurt | +22,3 | -40,4 | 15 | 38 | 1 |
| Madrid | +7,3 | -39,4 | 16 | 40 | 0 |
| Nasdaq | -1,0 | -37,5 | 17 | 41 | 0 |
| Paris | +1,3 | -42,7 | 17 | 40 | 0 |
| Zurique | -6,1 | -27,0 | 15 | 35 | 0 |
Seja selectivo
Apesar da queda das cotações, os investidores estão agora mais cautelosos, uma vez que o risco é superior devido à crise financeira. Deste modo, quem investe em Bolsa “exige” uma maior remuneração pelos seus capitais.
Com a queda das cotações e, apesar do ajuste das estimativas, esperamos um rendimento médio do dividendo líquido de 4,2% na nossa selecção relativo a 2008 (5,2% se excluirmos as que não deverão distribuir lucros). Mas não tome as suas decisões com base apenas no dividendo. Nesta conjuntura, deverá ser ainda mais selectivo, investir com um horizonte temporal mínimo de cinco anos e diversificar os seus investimentos para diminuir o risco.
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