Didático
Os fundos de ações investem, predominantemente, em ações. Quando, pelo menos, dois terços do total da carteira sejam dedicados a esse tipo de títulos, a lei estabelece que a expressão "ações" terá de constar na designação do fundo.
Investir em fundos de ações é quase o mesmo que fazê-lo nas próprias ações, só que por via indireta. Portanto, o rendimento da aplicação deriva da valorização dos títulos em que o fundo investe. Porém, a cotação das ações varia constantemente, o que produz grandes oscilações no valor dos fundos, que só se diluem no longo prazo.
Os ganhos dos investidores que apostam em fundos de ações resultam, sobretudo, da diferença entre o montante investido na subscrição e o montante recebido no resgate. Como investem em ações, estes fundos estão sujeitos a um risco considerável mas, em compensação, também permitem "sonhar" com rendimentos de nível elevado: estima-se que, a longo prazo, os montantes aplicados em ações permitem obter, em média, 3 a 4% mais que os produtos de baixo risco.
A incerteza associada a estes fundos provém, essencialmente, de dois fatores: possíveis descidas de cotação das ações que compõem a carteira do fundo e, em alguns casos, variação, em relação ao euro, do valor das divisas escolhidas.
A estratégia adoptada pela sociedade gestora também condiciona bastante o rendimento de cada fundo. Se a qualidade de gestão for boa, a sociedade gestora tende a selecionar os melhores títulos, gerando um rendimento superior ao do mercado onde investe. Quando a gestão é menos boa, o comportamento do fundo tende a ser inferior ao das bolsas.



