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“A Internet é mais do que um jogo, é a tua vida!” serve de mote para a campanha europeia a favor da segurança no uso da tecnologia online entre os mais novos.
Todos os anos, em fevereiro, a Insafe, organismo da Comissão Europeia, organiza o Dia por uma Internet mais segura. Em 2011, é celebrado a 8 em mais de 65 países de todo o mundo. Objetivo: recordar os jovens que aquilo que fazem ou dizem pode ter consequências na sua vida, mesmo quando utilizam um pseudónimo.
As crianças ligam-se à Internet com idades cada vez mais baixas, não só através de computadores, mas também consolas de jogos e telemóveis. Consciente desta realidade, a Comissão Europeia anunciou que vai intensificar o diálogo entre as empresas de tecnologias de informação e as organizações de proteção de crianças para a criação de produtos mais seguros. Pretende também rever a recomendação de 2006 relativa à proteção de menores nos meios audiovisuais e na Internet e a comunicação de 2008 sobre os conteúdos prejudiciais nos videojogos.
Cada vez mais novos na rede
As crianças utilizam a Internet de forma bastante personalizada: uma em cada três liga-se através do telemóvel e uma em cada quatro através de consolas de jogos. Mais de metade dos jovens com 13 a 16 anos liga-se no quarto. Os dados foram revelados pela Comissão Europeia através de um inquérito pan-europeu.
Simultaneamente, 59% dos jovens dos 9 aos 16 anos têm os seus perfis registados em redes sociais, valor que oscila entre 46% na Roménia e 80% nos Países Baixos. Portugal figura sensivelmente a meio da tabela com 59 por cento. O perfil de 26% desses jovens é totalmente público, variando entre 11% no Reino Unido e 54% na Hungria. Portugal situa-se abaixo da média com 25%, mesmo assim, a percentagem é considerável. Mais preocupante, 14% das crianças indica o endereço e número de telefone nos seus perfis (7%, em Portugal).
Informação online não desaparece
Os mais jovens, utilizadores assíduos das redes sociais e de outros serviços online, usam as redes para partilhar sentimentos, preferências e eventos. Como a sua identidade está em processo de desenvolvimento, são mais vulneráveis a mexericos e bullying (agressão e coação entre jovens). Nem sempre estão conscientes de que a informação pessoal permanece online e pode ser acedida pelos pais, professores, futuros empregadores, predadores… Muitos empregadores já pesquisam informação online dos candidatos.
Os dados em redes sociais podem ser usados por pessoas mal-intencionadas. Fotografias inocentes aparecem num contexto diferente: devido à natureza digital, é fácil cortar, copiar, mudar ou distorcer.
Os pais devem aconselhar os filhos a pensar duas vezes antes de publicar um post:
- conteúdos publicados permanecem on-line por um período indeterminado e acessíveis a qualquer um;
- crianças e adolescentes podem e devem controlar a sua identidade online;
- sabe se os seus filhos usam as definições de privacidade nas redes sociais, se selecionam os amigos online em quem podem confiar, se publicam as fotografias depois de pensarem cuidadosamente sobre as consequências ou se publicam fotografias de amigos com o seu acordo?
Última atualização em fevereiro de 2011
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