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Velocidade inferior à anunciada, serviço de apoio insatisfatório, contrato confuso e com cláusulas abusivas são as críticas da DECO PROTESTE, após reunir mais de 2 milhões de medições e 2700 respostas a um questionário.
Mais de 12 mil utilizadores de serviços por cabo, ADSL e móveis instalaram o programa disponibilizado pela DECO PROTESTE. Os resultados para descarregar e enviar ficheiros são desoladores. Mais de metade dos serviços entre 12 e 30 Mbps operam a uma velocidade média de download inferior a 50% do publicitado. Também sem cumprir o anunciado, a situação não é tão grave nos escalões inferiores (entre 512 Kbbs e 8 Mbps). As ligações por cabo atingem resultados mais próximos dos valores declarados.
Apesar do crescimento dos serviços móveis, a qualidade é inferior à dos fixos. Apresentam os valores mais distantes da velocidade publicitada. O tempo de latência, importante para aplicações mais interactivas, chega a ser 3 vezes superior nas ligações móveis do que por cabo ou ADSL, desadequado para jogar on-line.
A DECO PROTESTE abre as portas do seu simulador on-line sobre custos da Internet. Até final de Novembro, todos os portugueses podem, em função do perfil, conhecer o fornecedor mais em conta.
Ao nível da satisfação dos utilizadores, poucos fornecedores correspondem às expectativas (velocidade, apoio e relação qualidade/preço). A Optimus, Clix, Sapo e Netcabo obtiveram as piores classificações globais (abaixo de 5 num máximo de 10 valores). A melhor classifada, a TMN, não passou de 6,6 no global.
Mesmo sujeitos à Anacom, os contratos apresentam cláusulas abusivas e usam uma linguagem inacessível. O acesso à Internet é um serviço público essencial e a DECO insiste na criação de um regulamento de qualidade, com prazos para reclamar e apoio técnico, por exemplo. Urge criar indicadores para a ligação, impondo um valor médio e mínimo, com base na percentagem de velocidade anunciada. Para cumprir o regulamento, os serviços teriam de respeitar o valor médio. Abaixo do mínimo, o serviço não seria facturado.
| PROTESTE n.º 296, Novembro de 2008 - págs. 8 a 12 |
28.10.2008
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