Para obter os melhores
resultados, não é necessário utilizar
papel da mesma marca da impressora, ao
contrário da ideia que se criou. Mais caro do que recorrer
à loja, a opção de imprimir
em casa é, sobretudo, uma questão de conforto e
de autonomia.
A banalização
da
fotografia digital e dos programas de tratamento de imagem, aliada
à evolução
das impressoras, faz com que qualquer consumidor possa ter um
laboratório
doméstico que lhe permita passar para papel muitos momentos
inesquecíveis. Algo
que tem vindo a ajudar a esta opção é
o facto de, gradualmente, o preço do
papel ser cada vez mais acessível, embora imprimir em casa
seja ainda, regra
geral, mais caro. Porém, é mais cómodo
para quem faz questão de manipular ou
imprimir logo as fotografias.
Imagens à prova
Um dos sinais a
distinguir um bom papel de fotografia para impressora é que,
ao se imprimirem
várias fotografias, a secagem é
rápida. Tal evita que, ao cair na bandeja de
recepção, a folha que acaba de ser impressa
não borre a imediatamente anterior.
A resistência do
papel é outro factor importante, dado que, por exemplo, uma
gota de água pode
danificar uma fotografia. Daí a importância de
escolher um papel resistente à
humidade.
A luz solar
costumava ser fatal para as imagens impressas. Apesar de muito
já se ter
evoluído a esse nível, nem sempre o papel
está concebido de forma a resistir ao
sol, ou seja, sem ficar amarelecido ou com cores danificadas.
Um papel
determinante
Os papéis para
impressora são compostos por duas camadas: um suporte,
constituído sobretudo
por celulose, e um fino revestimento sintético, que recebe a
imagem.
A espessura e a
gramagem determinam a rigidez e a resistência a
rasgões e deformações. Mas nada
têm que ver com a qualidade de impressão nem com a
durabilidade da fotografia.
Acontece que os fabricantes tendem a usar revestimentos
sintéticos de maior
qualidade em papéis mais espessos e com maior gramagem. E a
qualidade da
impressão é influenciada precisamente pelas
características da camada
sintética. Esta também é fundamental
na preservação da imagem.
Outra
característica dos papéis é a
existência ou ausência de brilho. Existem
versões
desde o ultra-brilhante (ultraglossy,
em inglês) até ao mate. A escolha depende
do gosto pessoal, embora os papéis mais brilhantes produzam
mais reflexos e,
dependendo da incidência da luz, dificultem a
visualização da imagem.