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Nikon V1: demasiado cara para a qualidade que oferece

Depois da Panasonic, Olympus, Sony e Samsung, a Nikon rende-se ao segmento das máquinas fotográficas híbridas. Rápida a captar imagens, a Nikon V1 tem boa qualidade, mas é cara.

A Nikon adiantou-se à Canon e pôs à venda a J1 e a V1. Dentro em breve, serão lançadas em Portugal quatro objetivas com distâncias focais diversificadas: uma focal fixa de 10 mm e abertura f/2.8, uma zoom de 10-30 mm (f/3.5-5.6), uma telezoom de 30-110 mm (f/3.8-5.6) e uma super-zoom de 10 vezes com 10-100 mm (f/4.5-5.6).

Testámos a Nikon V1, dotada de visor eletrónico, uma das características que a distingue da irmã mais modesta: a J1. O kit que, além desta, inclui a de 30-110 mm vai até aos 999 euros. A Nikon J1 está disponível por € 599 com a primeira objetiva e por € 749 com ambas.

Com a objetiva de 10-30 mm, a Nikon V1 custa 849 euros.

Demasiado cara para a qualidade
Grande e pesada, a Nikon V1 mostra-se super-rápida a fotografar. A imagem é boa, mas o pequeno sensor impede a obtenção de imagens com grande profundidade de campo. A concorrência oferece mais qualidade por menos dinheiro.

Não conseguimos atribuir a esta máquina um perfil de utilizador. A custar, pelo menos, € 849 em kit, é demasiado cara para um amador e não oferece a qualidade exigida por um profissional. Poderia ter alguma utilidade para desporto, pois a profundidade de campo não é tão importante neste tipo de fotografia, mas a distância focal das objetivas disponíveis em kit revela-se reduzida para o efeito. Talvez quando os preços descerem este modelo se torne mais interessante. Há que esperar para ver.

Se procura uma máquina fotográfica híbrida, confira os resultados do teste para 10 modelos. Acompanhe as notícias e dicas sobre máquinas fotográficas.

Diferenças face à concorrência
A diferença mais significativa face a outros sistemas de lentes intermutáveis sem espelho é o sensor mais pequeno, com 13,2 mm x 8,8 mm e fator de corte de cerca de 3 vezes. Esta opção deveria ter um impacto muito negativo na imagem: menos profundidade de campo e menor gama dinâmica.

O sensor de nova geração resolve parte do problema da gama dinâmica. Porém, a perda de profundidade de campo, que depende das dimensões do sensor, não é compensada. Isto significa que tem menos possibilidades de obter, por exemplo, uma imagem com todos os planos focados, desde o primeiro até ao de fundo.

A Nikon V1 tem um novo sistema de focagem, que permite até 73 pontos no modo automático, e combina deteção e fase de contrate.

O seletor smartphoto captura diversas imagens, com diferentes condições de luz (algumas ainda antes de disparar), e seleciona as cinco melhores. No computador, pode depois afinar a edição e optar pela fotografia preferida.

Prós e contras em confronto
Com 300 gramas, a Nikon V1 é uma máquina pesada. Tem uma construção em magnésio, o que confere bastante solidez, e uma bateria de grandes dimensões.

O modelo testado é rápido a focar e fotografar, até mais do que alguns reflex de entrada de gama. Consegue 10 fotogramas por segundo com o sistema de tracking ligado (para fixar a focagem perfeita) ou 60 desligado.

No entanto, não possui flash integrado, que tem de ser comprado à parte. Como não é um modelo profissional, trata-se de uma falha importante.

Também não tem muitas regulações no corpo. A máquina foi desenhada para apontar e disparar. O menu está bem concebido, é intuitivo e adapta-se ao modo de fotografia selecionado.

Não conte com o modo HDR (high dynamic range), usado para maior equilíbrio entre as zonas de sombra e altas luzes na imagem. Não pode tão-pouco mover a máquina na horizontal para cobrir paisagens mais abrangentes. O ecrã LCD orientável, disponível em modelos da mesma faixa de preços, é mais uma ausência.

Um acessório interessante para quem tem outras objetivas da Nikon é o adaptador FT1, ainda não vendido em Portugal. Com ele, pode usar na V1 muitas das lentes das tradicionais reflex, mas fica impossibilitado de fotografar no modo smartphoto.

Apesar de a imagem revelar uma qualidade impressionante considerando o pequeno sensor, fica abaixo da concorrência. Situa-se a meio caminho entre a proporcionada pelas máquinas compactas e reflex.

  Última atualização em dezembro de 2011
Nikon V1: demasiado cara para a qualidade que oferece

 
  Este texto respeita o novo acordo ortográfico
 
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