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IRS do casal: quando compensa entregar em separado

14 Novembro 2013
IRS do casal: quando compensa entregar em separado

Os unidos de facto há mais de dois anos estão numa posição mais vantajosa do que os casados, pois podem decidir como apresentar o IRS.

Quem está casado é obrigado a entregar a declaração de rendimentos em conjunto. Se, nalguns casos, esta obrigação até pode ser favorável, por exemplo, para casais com rendimentos muito diferentes, noutros, prejudica as contas da família.

Calcule a opção mais vantajosa

Para saber se compensa apresentar a declaração em separado ou em conjunto, confronte a taxa de imposto de cada um. Na entrega conjunta é aplicado o chamado quociente conjugal: o rendimento de ambos é somado e depois dividido por dois. O resultado desta operação influencia diretamente a taxa de imposto a aplicar aos rendimentos do casal e é determinante para apurar que tipo de entrega é mais interessante.

Se ambos os contribuintes estiverem sujeitos à mesma taxa de imposto (é aplicada no cálculo final do seu IRS e varia consoante os rendimentos), à partida, não há mais-valia na entrega conjunta. Em contrapartida, quando a taxa de imposto a aplicar a um dos contribuintes na declaração individual for, pelo menos, dois escalões mais baixa do que a que seria aplicada a ambos na declaração conjunta, a entrega em conjunto será, em princípio, mais vantajosa.

Outros fatores podem influenciar esta situação, como a totalidade das deduções à coleta ou o número de dependentes. Por exemplo, num casal com rendimentos idênticos, é indiferente a declaração onde incluem o filho. Mas se forem muito díspares, convém mencioná-lo no IRS do membro com mais rendimentos. Em caso de dúvida, simule no Portal das Finanças.

Pais solteiros "dividem" os filhos para poupar

Quando nasce um filho, os pais beneficiam automaticamente de uma dedução à coleta. Mas esta é mais elevada nas famílias monoparentais. Enquanto quem vive sozinho tem uma dedução pessoalizante de 261,25 euros, quem vive sozinho com um filho com menos de 3 anos beneficia de 380 euros, acrescidos de 190 euros por cada dependente com mais de 3 anos. Logo, é mais vantajoso entregar o IRS em separado e incluir o filho numa das declarações.

Por exemplo, para um casal unido de facto com rendimentos idênticos e dois filhos é mais vantajoso entregar o IRS em separado e "repartir" os filhos por cada uma das declarações. Tal permite aos dois pais aproveitar ao máximo as deduções com despesas de educação e saúde, além da dedução das famílias monoparentais.


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