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Os conflitos em casa fazem parte do dia-a-dia de muitos dos mais de 1200 portugueses que inquirimos. Medo, desconfiança na justiça e falta de informação pesam sobre as vítimas.
O círculo fechado em que vivem muitas vítimas, homens e mulheres, são um obstáculo para conseguirem encontrar soluções alternativas para as suas vidas. Mas elas existem. De acordo com a gravidade da situação, pode-se recorrer à família, a amigos, à polícia ou às associações de apoio. Elizabeth Brasil, da União União Mulheres Alternativa e Resposta, e João Lázaro, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, analisam a violência doméstica, muitas vezes silenciada.
As alterações que se anunciam na lei são uma esperança. A violência entre quatro paredes não é assunto para ser resolvido pelos familiares envolvidos: é um crime para se tratar como tal. Deter o agressor fora do flagrante delito é essencial para proteger quem está sujeito a ofensas. A capacidade de resposta do poder judicial tem de ser maior e o sistema agir em tempo útil.
O Estado deve garantir apoio psicológico e logístico para reconstruírem a sua vida. A falta de informação é frequente. Cabe às instituições e à polícia esse papel. O isolamento a que se votam é um entrave no acesso à informação.
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