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Esperam-se aumentos de 2,9%, mas os escalões mais baixos vão ser beneficiados e os encargos fixos nivelados para as tarifas simples, bi e tri-horária. Opte por comportamentos mais eficientes e pondere mudar de tarifário ou fornecedor.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) definiu os preços para 2010 das tarifas de energia eléctrica. No Continente, o aumento médio é de 2,9% (EDP Serviço Universal). Nos Açores e na Madeira, a variação será entre 2,1% e 2,5%, respectivamente. Trata-se de uma má noticia para os consumidores, mas já esperada. A partir de Janeiro o nosso simulador Electricidade: qual a melhor tarifa para o meu perfil? já incluirá estas alterações.
Face a um défice tarifário que ronda os 2 mil milhões de euros, o ajuste de contas é incontornável. O ambiente económico é de recessão, com diminuições no consumo de electricidade e forte aposta nas energias renováveis, sobretudo eólica, com um sobrecusto excessivo que recai exclusivamente nos consumidores.
Em 2009, a forte queda dos preços dos combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) atenuou este impacto negativo e gerou um excedente tarifário. O Governo utilizou-o para baixar um insustentável aumento previsível de mais de 10 por cento. É improvável que semelhante cenário se repita nos próximos anos. É, pois, a altura certa para reagir e tomar medidas para enfrentar um cenário futuro de energia cada vez mais cara.
Encargos fixos iguais entre tarifas
O aumento médio anunciado de 2,9% esconde diferenças significativas entre os níveis de potência contratada pelos consumidores domésticos: nem todos sentirão o mesmo impacto, se nada fizerem. No quadro, pode verificar esta situação para Portugal Continental.
Para a maioria dos clientes, os encargos fixos por níveis de tensão (potência contratada) diminuirão e o preço da energia aumentará. A nivelação dos encargos fixos entre a tarifa bi, tri-horária e tarifa simples é a grande novidade. A componente fixa da sua factura passará, assim, a ser a mesma na opção bi(tri)horária e na simples, mas, no primeiro caso, a energia nos períodos fora do vazio passa a ser mais cara.
Fonte: ERSE
Adeqúe os consumos aos horários em que a energia é mais barata: basta cerca 15% do seu consumo, no caso da bi-horária, o que equivale a uma máquina de lavar roupa por dia a arrancar um pouco mais tarde do que o habitual no ciclo diário.
Se à mudança de comportamentos, acrescentar algumas medidas de eficiência energética, diminui ainda mais a factura de electricidade. Também pode mudar de fornecedor sem entraves e sem encargos, além de verificar se dispõe da potência contratada mais adequada.
Última atualização em dezembro de 2009
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