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Samsung Blue Earth GT-S7550: muito sol e pouca conversa

O segundo telemóvel ecológico, alimentado por energia solar e feito de plástico reciclável, custa 249,90 euros. Mas o nosso teste revela que não dispensa o carregador tradicional.

O Samsung GT-E1107 foi o primeiro telemóvel com painel solar fotovoltaico. Os resultados desiludiram: o carregamento via painel solar apenas permitia cinco minutos suplementares de conversação. Menos de um ano depois, a Samsung lança outro modelo bastante bem equipado e com um grande ecrã táctil. Mas continua a ser necessário usar o carregador tradicional.

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Ecrã tactil do Samsung Blue Earth 
O grande ecrã táctil de 3” ocupa quase toda a parte frontal.

Equipamento

  • Preço: € 249,90 (na TMN)
  • Dimensões e peso: 10,8 x 5,4 x 1,5 cm e 119 g
  • Ecrã táctil de 3 polegadas, que ocupa quase toda a superfície frontal, e resolução de 240x400 pixels
  • Ligações: UMTS, GPRS, Wi-Fi, Bluetooth, porta Micro-USB
  • Memória: 130 MB e entrada para cartão Micro-SD até 16 GB
  • Câmara fotográfica: 3,15 megapixels, zoom digital 4x, sem autofocus nem flash
  • Leitor de música
  • Rádio FM com RDS
  • GPS integrado, Google Maps instalado, mas sem software de navegação
  • Sensor de movimento
  • Painel solar fotovoltaico para carregar a bateria
  • Alta Voz
  • Modo voo para desligar funcionalidades de comunicação mantendo o aparelho ligado
  • Autonomia da bateria: até 4 horas em conversação e 300 horas em stand-by

Resultados do teste

  QUALIDADE GLOBAL
61%
Utilização como telefone:
Leitura e escrita de sms:
Câmara fotográfica:
Leitor de MP3:
Navegar na Internet:
E-mail:
Sincronização:
 
  SÍMBOLOS
Melhor do teste
Escolha acertada
Escolha económica
Muito bom
Bom
Médio
Medíocre
Mau

Teclado virtual na ponta dos dedos

O ecrã táctil é fácil de usar com os dedos, mas não funciona com as unhas ou um estilete. O teclado virtual tem uma boa dimensão: é prático escrever. Mas não é completo, como na maioria dos telemóveis com ecrã táctil. O teclado numérico, com as letras nas teclas dos números, não é ideal para SMS, e-mails e endereços de sites, entre outros.

Teclado virtual do Samsung Blue Earth 
Com teclas de boa dimensão, é fácil de usar. Mas não tem um teclado completo, bem mais cómodo para sms, e-mails ou endereços de sites.

A câmara fotográfica, com qualidade aceitável, peca sobretudo por não dispor de autofocus nem flash.

O leitor de música obtém boa qualidade sonora, desde que substitua os auriculares de origem por outros melhores.
É razoável para navegar na Internet: permite uma utilização fácil mas é algo lento no carregamento das páginas.

O Google Maps vem instalado. Permite visualizar mapas, localizar o utilizador através do receptor GPS e da rede móvel e calcular rotas. A navegação automática com instruções de voz via GPS não está, no entanto, disponível.

Painel solar pouco eficiente

Submetemos a bateria descarregada a carregamentos de 30 minutos e uma hora através do painel solar. O teste foi efectuado em condições óptimas: com o telemóvel em modo “eco”, que reduz o consumo de energia, painel solar em posição oblíqua face aos raios solares, num dia de céu limpo, com temperaturas acima dos 25ºC e entre as 11 e as 13 horas.

Após o carregamento, o telemóvel continua a dar sinal de bateria fraca: a percentagem de bateria carregada é muito reduzida. Medimos o tempo de conversação com boas condições de rede e obtivemos 4 minutos para 30 minutos de carga e 8 minutos após uma hora.

Repetimos o teste, mas com o telemóvel desligado durante o carregamento. Apenas conseguimos 1 minuto suplementar de conversação.

Verificámos que, após a carga, a bateria fica muito quente, pelo que não se deve fazer carregamentos mais prolongados. Tal poderia prejudicar a longevidade da bateria ou provocar danos no telemóvel. O manual do aparelho faz este alerta: “Não exponha o painel solar à luz solar durante muito tempo para evitar temperaturas muito elevadas.”

Comprovámos que não é possível efectuar carga da bateria com luz artificial nem através de algumas janelas com vidros que bloqueiam os raios ultravioletas (UV).

O Samsung Blue Earth GT-S7550 tem uma capacidade de carregamento através de energia solar muito limitada, tal como a versão anterior, o Samsung GT-E1107. Trata-se de uma forma de carregamento secundária, apenas para fazer ou receber uma chamada inadiável em locais onde não dispõe do carregador.

Painel fotovoltaico do Samsung Blue Earth
O painel fotovoltaico cobre toda a parte de trás do Samsung GT-S7550 e permite alimentar a bateria com energia solar, mas só para 4 a 8 minutos de conversação.

Promessas ecológicas: o nosso veredicto

  • Design ecológico aceitável
    Destacamos como aspectos positivos a possibilidade de recarregar a bateria com energia solar, embora muito limitada, e a construção com plástico reciclado.
    As fases de produção, distribuição e transporte, uso e fim de vida têm um papel relevante no impacto global do telemóvel. Este aparelho, o carregador e auricular são fabricados na China, e os manuais de instruções e garantia oriundos da Coreia. As distâncias longas na sua produção tornam-no, assim, menos ecológico do que a marca anuncia.
     
  • Bateria solar limitada
    A utilização de energia solar é uma mais-valia. Mas o carregamento por esta via é muito limitado. Não funciona através de janelas ou com luz artificial; só com luz solar directa. Nem sempre está sol e nem sempre é possível deixar o telemóvel ao sol durante uma hora. Além disso, após 60 minutos de carregamento, apenas terá 8 minutos de conversação. E não se pode deixá-lo exposto mais tempo. O sobreaquecimento da bateria pode danificar o telemóvel. Esperemos que novas tecnologias aumentem a capacidade do painel solar ou permitam o carregamento via luz artificial.
     

Função Eco walk 
Função Eco walk indica emissões de CO2 e árvores poupadas pelos seus passos.

  • Eco walk não faz do Samsung um aparelho ecológico
    Ao activar esta função, o utilizador é informado sobre a relação entre os passos que andou e as emissões de CO2 que evitou e o número de árvores poupadas. Mas o telefone não é mais ecológico por dar essa informação.
     
  • Materiais reciclados é boa ideia
    O fabricante anuncia que o telemóvel é produzido com plástico reciclado a partir de garrafas de água. O equipamento, incluindo o carregador, não contém substâncias nocivas. O uso de materiais reciclados e a limitação de substâncias perigosas é positivo. Seria interessante que pudesse recarregar o telemóvel ligando-o ao computador, numa porta USB.
     
  • Cartão SIM biodegradável sem interesse
    O mais certo é que quem comprar este telemóvel fique com o cartão SIM durante anos. O impacto do minúsculo cartão (parte que suporta o chip) é muito reduzido. E é provável que o consumidor já possua um cartão SIM de um aparelho anterior e o coloque no telemóvel, para manter o número. Na altura da compra, o consumidor deveria poder escolher o telemóvel com ou sem cartão, em qualquer operador.
     
  • Modo-eco num só clique
    Todos os telemóveis permitem regular a luminosidade, a duração da luz de fundo e o bluetooth, com impacto na duração da bateria. A mais-valia do modo-eco é fazê-lo com um único clique. Prático, mas não indispensável.
     
  • Embalagem reutilizável mas em excesso
    A embalagem do Samsung Blue Earth é feita com papel reciclável e tinta de soja. A caixa pode ser reutilizada como moldura.
     
    As embalagens apenas de cartão e poucos autocolantes são bem mais fáceis de separar e reciclar. Falta saber se o material da embalagem é reciclado. Mas muitos outros telemóveis são comercializados em embalagens deste tipo.

    Parece boa ideia usar a caixa como moldura. Mas há um excesso de material de embalagem e desperdício de materiais, o que implica mais gastos no transporte de embalagens de maior volume dos locais de produção até às lojas e dos ecopontos para os recicladores. Uma embalagem reutilizável não desculpa a sua sobredimensão.

Embalagem e acessórios 
Embalagem pode ser reutilizada como moldura. Mas há excesso de materiais usados.

  Última atualização em junho de 2010
Samsung Blue Earth GT-S7550: muito sol e pouca conversa
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