Estações de ancoragem: aposentação para aparelhagens mini hi-fi
Os equipamentos testados revelam boa gama de frequências e pouca distorção, mas o som nem sempre é equilibrado ou definido.
Para colocar o leitor de MP3 ou o telemóvel a debitar música a plenos pulmões, precisa de uma estação de ancoragem com colunas de som. Descoberto o par perfeito, pode até dar sossego à aparelhagem mini hi-fi.
Testámos 9 modelos concebidos a pensar nos equipamentos portáteis da Apple, como o iPod, o iPhone e o iPad, pois possuem um encaixe para ancorá-los. Mas quase todos contam com uma entrada de áudio, que lhes permite reproduzir o som de outros equipamentos, como leitores de MP3 ou CD e telemóveis.
No geral, as gamas de frequências que medimos são amplas e a distorção um fenómeno raro. Mas a maioria dos equipamentos não se mostrou à altura dos ouvidos do nosso painel de especialistas.
Quase todas as funções na fonte
Com peso entre 1,7 e 6,5 kg, os aparelhos testados destinam-se a repousar em cima da mesa. Alguns também funcionam a pilhas, não fornecidas.
Todas as estações trazem controlo remoto e a esmagadora maioria possui entrada de áudio de 3,5 polegadas, para ligar um aparelho de som. O cabo só está presente em metade dos casos.
Certos aparelhos trazem uma entrada USB, para ler conteúdos guardados, por exemplo, numa pendisk, disco rígido externo ou leitor de MP3.
Boa parte dos modelos não permite equalizar o som. A alternativa é usar o equalizador do aparelho de áudio, o que é pouco prático e tem menor impacto. Consoante os casos, as regulações podem consistir num ajuste individual de graves e agudos, num aumento da intensidade dos graves ou em equalizações predefinidas. Por vezes, as opções não estão no corpo do aparelho, mas integradas no menu. Pode ainda ter de instalar uma aplicação (via AppStore).
Algumas estações oferecem saída de vídeo, para ligar um televisor ou monitor de maior dimensão e visualizar vídeos armazenados, por exemplo, no iPod.
No limite do ouvido
Para avaliar a qualidade do som, medimos o intervalo de sonoridades que as estações reproduzem de modo uniforme e sem perder informação. A audição humana tem limites: a gama de frequências percetível situa-se entre os 20 Hz (muito graves) e os 20 kHz (muito agudos). O equipamento testado com o intervalo mais amplo vai de 37 Hz a 20 kHz. No outro extremo, surgem valores entre 76 Hz e 7,3 kHz. Na prática, o primeiro reproduz com menor atenuação sons muito graves e muito agudos.
Investigámos depois a distorção, quase sempre mais evidente quando a potência sonora é aumentada. Ao usar uma estação com má avaliação neste critério, quando aumentar o volume, obtém um som alterado.
Também verificámos a direcionalidade do som. Por outras palavras, analisámos se enche a divisão ou é canalizado para um ponto, situação em que é preciso estar em frente da estação para alcançar uma boa qualidade.
As medições em laboratório foram completadas com testes de audição, realizados por um painel de especialistas. Estes avaliaram coerência espectral, definição, precisão, efeito estéreo e reprodução de vozes. Os melhores modelos debitam um som equilibrado, definido e com bom efeito estéreo. Mas a maioria desiludiu, devido à reprodução pouco rigorosa e ao som desagradável.
Truques na hora de comprar
Analise o peso e as dimensões. Se a estação se destinar à mesa-de-cabeceira, convém-lhe um modelo mais pequeno e leve e, de preferência, com rádio e alarme. Para a sala, será o contrário. Lembre-se também de que um equipamento maior e mais pesado, tendencialmente, reproduz melhor as baixas frequências (graves).
Os fabricantes apostam na estética, com muitas opções em termos de formatos e tamanhos. Escolha as características mais adequadas ao espaço onde irá instalar a estação.
Verifique se o aparelho pode ser usado com pilhas e, assim, tem algum grau de portabilidade.
Nem sempre os equipamentos com melhor desempenho vêm bem equipados com funções e ligações. Como se trata de aparelhos para ouvir música, na qualidade global, considerámos sobretudo a reprodução do som.