Pequenos aparelhos baratos mas perigosos
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Torradeiras, secadores de cabelo, sanduicheiras e grelhadores muito baratos e de marcas pouco difundidas têm geralmente a marca CE, mas nem sempre são seguros.
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De marcas próprias do estabelecimento ou pouco difundidas, pequenos eletrodomésticos a preços tentadores esgotam com rapidez. Antes de escolher um aparelho destes, verifique se é seguro. Além das falhas detetadas ao nível da segurança, o desempenho deixa muito a desejar.
Risco de eletrocussão e queimaduras
Mais de metade dos aparelhos testados são mesmo perigosos. As sanduicheiras e os secadores de cabelo revelaram mais problemas. Quase todos chumbaram na inspeção. Em matéria de segurança elétrica, 7 aparelhos não respeitam as normas europeias.
Partes ativas estão acessíveis aos utilizadores, havendo risco de choque elétrico. A DECO alertou a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, à qual cabe fiscalizar, e pediu que estes aparelhos sejam retirados das lojas.
É ilegal vender produtos que põem em risco a segurança do consumidor. No total, 10 aparelhos atingem temperaturas excessivas com uma utilização normal. Alguns não têm sequer um fusível térmico ou este não funciona. Numa torradeira, a superfície lateral atingiu 184ºC, muito acima do limite admissível.
Proteste e exija a troca
Se comprou um aparelho perigoso, pode exigir a troca ou a devolução do dinheiro. Caso a loja recuse, peça o livro de reclamações. Se detetar um aparelho perigoso, alerte a ASAE (ver Links úteis). Quando recebe uma queixa, esta entidade deve testar o aparelho. A confirmar-se o problema, a ASAE retira o produto e aplica uma coima ao fabricante. O queixoso não é informado do resultado final.
Todos os aparelhos testados ostentavam a marca CE: é um termo de responsabilidade do fabricante em como o produto cumpre as normas europeias de segurança. Pressupõe que o aparelho passou nos testes. Mas o fabricante não é obrigado a fazer provas, exceto se tal lhe for exigido por uma fiscalização, e nenhuma entidade comprova se a marca CE é bem utilizada.
Os fabricantes fazem o que bem entendem, sem controlo da ASAE. Deveriam ser obrigados com urgência a publicar os resultados dos ensaios técnicos.
Este texto respeita o novo acordo ortográfico
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