Calculámos os gastos anuais dos aparelhos de entretenimento e escritório. Alguns, como os descodificadores de sinal, consomem mais em stand-by do que em funcionamento.
Dentro em breve, poderá optar por equipamentos eficientes, com a criação de uma etiqueta energética para os televisores, semelhante à dos frigoríficos e máquinas de lavar. O objectivo é depois ser adoptada pelos demais equipamentos eléctricos.
Plasmas no topo dos gastadores
Entre os aparelhos mais consumistas, encontram-se os televisores. Os fabricantes esforçam-se para cumprir a lei, mas ainda não é suficiente. Um plasma Full HD queima mais energia do que um frigorífico de classe D, que não se vende desde 2005. Um televisor com 40 a 42 polegadas, se for usado 3 horas e meia por dia, tem um custo anual entre € 28 e € 66, conforme seja LCD ou Plasma Full HD. O stand-by pode ir até € 1 por ano.
Por demorarem muito tempo a arrancar, os descodificadores de sinal (boxes da TV) quase nunca são desligados na ficha. Com ou sem TV a funcionar, estão a gastar. Ao fim de 1 ano, este consumo silencioso é idêntico ao de uma máquina de lavar a roupa, se for usado o programa a 40º C, 5 vezes por semana. O uso diário contínuo custa € 3 a € 18 por ano, € 0,60 a € 16,50 dos quais em stand-by.
Consumo silencioso
Os DVD substituíram os videogravadores. A maioria dos modelos recentes tem um modo dito económico no stand-by, que reduz o consumo face aos velhos VHS. Mesmo assim, continua elevado. Uma hora de uso diário significa um custo de € 3 a € 15 por ano. Destes, € 2 a € 14 correspondem ao stand-by.
Os conjuntos de cinema em casa, que, entre outros, servem para ouvir rádio e CD e ver televisão, também desperdiçam em stand-by. Uma hora de uso diário equivale a um gasto anual de € 4 a € 19, dos quais € 0,10 a € 15 em stand-by.
Ao mesmo nível, estão os carregadores de leitores de MP3, que só podem ser desligados na ficha e ficam a maioria do tempo em stand-by. Para uma carga diária e o resto em stand-by, o custo anual pode ir de 1 a 16 euros. O stand-by representa 0,50 a 13,50 euros.
Desligado e a gastar
A palavra idle, do inglês “preguiçoso”, significa que o equipamento está inactivo, mas ligado à corrente e pronto para trabalhar a qualquer momento. Neste caso, continua a gastar electricidade.
Já em stand-by, também está ligado à fonte de energia e pronto a ser reactivado, mas só dá acesso a um painel de informação, como, por exemplo, o relógio. Continua a gastar energia e pode ser activado com o comando.
O off deveria corresponder a um modo em que o equipamento está ligado à corrente e não permite nenhuma função. Mas, por vezes, não é verdade. Para não instalarem um segundo botão, os fabricantes prevêem apenas um interruptor para o stand-by. Noutros equipamentos, por razões estéticas, acede à função off (sem consumo) através de um interruptor na traseira, o que não é prático.
Por isso, não se fie no símbolo de desligar. Muitas vezes, para ter a certeza de que corta o consumo, tem de desligar os cabos da corrente. A solução é instalar extensões ou fichas com interruptor, a partir de 5 euros.