Combinados no frost: aparelhos da classe B fora das lojas
Muitos modelos acusam dificuldade a congelar alimentos quando já têm alimentos no compartimento.
Gelo nas paredes e condensação de água nos alimentos, à partida, deixam de ser um problema com os combinados no frost. Donos de cerca de 60 centímetros de largura, pertencem às classes energéticas A, A+ e A++.
Espaço inflacionado
Na compra, não leve à risca o volume indicado. Descontados os espaços inutilizados, por exemplo, atrás das gavetas, a diferença chega aos 55 litros na parte frigorífica e a 24 no congelador.
A maioria dos combinados no frost possui termóstato digital. Este dispositivo torna-se mais prático se for instalado na parte de fora do aparelho: não é preciso abrir a porta para ajustar.
Alguns modelos emitem um aviso sonoro quando a temperatura do congelador sobe a ponto de comprometer a qualidade dos alimentos. Há também aparelhos que emitem outro aviso se esquecer a porta do frigorífico aberta.
A maioria dos combinados permite o modo de congelação rápida, útil para grandes quantidades de alimentos de uma só vez.
Frio difícil de manter
No Verão, quando o termómetro atinge temperaturas elevadas, os combinados empreendem um esforço maior para conservar os alimentos à temperatura ideal. A tarefa não está ao alcance de todos, sobretudo na parte frigorífica.
A maior falha reside na fraca capacidade de congelação quando já há alimentos no compartimento. A comida deve atingir -18ºC em 24 horas e a temperatura dos produtos já congelados não pode posicionar-se acima de -15ºC. Se o processo for mais lento, há o risco de deterioração. Surgem cristais de gelo de maiores dimensões e, no momento de descongelar, ocorrem perdas de água superiores. Resultado: perdem-se mais vitaminas e os alimentos empobrecem.
Face a um corte de energia, também nem todos conseguem excelentes resultados. O isolamento não permite guardar os alimentos a uma temperatura entre –18 e –20ºC durante mais de 12 a 15 horas. O aparelho mais eficaz mantém o frio por mais de 33 horas.
Equipa B no banco
Outro problema a resolver é o do consumo. Os aparelhos cumprem as regras que permitem a atribuição da classe energética, mas aquelas poderiam ser mais ambiciosas. A União Europeia anunciou uma mudança ao nível das etiquetas, mas não se sabe quando entra em vigor.
Desde Julho de 2010, deixaram de ser fabricados frigoríficos com classe igual ou abaixo de B. Mas os comerciantes podem escoar os produtos que ainda tiverem. Após Julho de 2014, já só podem vender aparelhos com classe A+ ou superior. A União Europeia visa melhorar a eficiência dos equipamentos para combater o desperdício de energia.