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150 alunos da escola José Gomes Ferreira, em Lisboa, participaram numa aula especial no Dia Mundial do Consumidor, promovida pela DECO. Responderam também a um inquérito que os fez reflectir sobre a marca positiva que podem deixar no ambiente.
"A minha mãe não lava a loiça à mão, só na máquina, senão gasta mais", segredava João Oliveira, de 12 anos, à sua colega do 7.º ano, enquanto ouvia falar das melhores opções energéticas a fazer em prol do ambiente. Pelas 10 da manhã, o anfiteatro da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa, estava cheio, não só de estudantes, mas também de professores e de jornalistas. Para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, a DECO deu uma lição ambiental a cinco turmas do 7.º ano. Em foco a água, a energia, a reciclagem de resíduos, os transportes e a alimentação e compras, temas abordados num inquérito distribuído aos estudantes das várias classes, e cujos resultados estatísticos foram analisados nesta aula.
Com sacos de lixo (limpo) nas mãos, com o slogan "O lixo é nosso, não é de quem o apanhar", distribuídos no início da sessão, os cerca de 150 alunos ouviram os conselhos sobre o melhor comportamento ecológico a adoptar, bem como alguns alertas, dados por Isabel Oliveira e Sílvia Menezes, especialistas em ambiente, em torno das tendências de comportamento apresentadas pelo questionário. Foram os próprios alunos que, divididos em vários grupos, deram a conhecer os resultados. Optar por alimentos da época não embalados, de produção nacional, e estudar melhor a classe energética dos electrodomésticos foram algumas das soluções apresentadas para colmatar os pontos “fracos” identificados.
João Olival, de 12 anos, não sabia "que os aviões gastavam tanto combustível". Também ficou impressionado com a quantidade de água que se consome, sensação partilhada pela Beatriz Agria, da mesma idade: "Não tinha noção que se gastava tantos recursos". Catarina Ferreira, por sua vez, não gostou de saber "que Portugal é um país de gastos excessivos. As percentagens são muito elevadas". Sobre o que poderá mudar no dia-a-dia, é prudente: "Vou reflectir sobre o que foi aqui falado. Vou conversar com os meus pais e explicar-lhes algumas coisas". Francisco Mascarenhas, da mesma faixa etária, pupilo atento, no conselho sobre a lavagem da roupa a 40ºC em vez dos menos ecológicos 60ºC, trocou a temperatura pelas rotações, mas a intenção era a melhor. Afinal, a mensagem ficou-lhe: a poupança de energia de uma opção para outra é significativa. "Temos de mostrar aos nossos pais que temos de poupar", rematou. A quantidade de "dióxido de carbono que os transportes produzem" ficou na memória de Salvador Águas, de 13 anos, conhecedor destas temáticas de outros projectos em que já esteve envolvido. Por isso, sente-se bem no seu primeiro ano na José Gomes Ferreira. "Acho que a minha escola está preocupada com o ambiente. Foi uma boa iniciativa".
Durante a semana, há ainda sessões de esclarecimento em escolas um pouco por todo o país, que abordarão temas tão variados como alimentação saudável ou publicidade enganosa. Para saber mais sobre estas iniciativas da DECO, consulte o quadro abaixo.
| SESSÕES DE ESCLARECIMENTO NAS ESCOLAS |
| Lisboa |
Direitos do consumidor |
20 |
14:30 |
Escola Secundária Josefa de Óbidos |
| Lisboa |
Endividamento |
21 |
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Escola Camões |
| Guia (Coimbra) |
Direitos do consumidor |
22 |
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Agrupamento de Escolas da Guia |
| Coimbra |
Direitos do consumidor |
23 |
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Escola Profissional Profitecla |
| Lisboa |
Direitos do consumidor |
23 |
14:30 |
Escola Profissional Bento de Jesus Caraça |
Última atualização em março de 2007
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