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Cinema em casa: som surround só com os sistemas 5.1

Os kits 2.1 e as barras de som não criam o efeito envolvente prometido pela publicidade. Para usufruir de todas as possibilidades, opte por um 5.1, com 5 colunas em vez de duas.

Cinema em casa: som surround só com os sistemas 5.1

Para ver os filmes da sua vida no sofá e tirar partido de todos os efeitos, como o som envolvente, precisa de um sistema 5.1, composto por 1 recetor, 5 colunas e 1 subwoofer, caixa que gere a reprodução dos sons graves. Para obter sobretudo um som de qualidade, os sistemas 2.1 podem ser a solução. Com 2 colunas e um subwoofer, melhoram o som da televisão, mas não criam o efeito envolvente. Testámos modelos de ambas as categorias, dotados de leitor Blu-ray.

Ainda dentro das soluções para melhorar o som, as barras (soundbars) oferecem uma integração muito discreta com o televisor LCD ou plasma. Se este ficar montado na parede, a barra posiciona-se logo abaixo, com uma largura idêntica. Também melhora o som, mas os modelos que testámos são caros e o desempenho não justifica uma recomendação.

Blu-ray oferece mais detalhe

  • Os kits testados integram um leitor Blu-ray, que também lê CD e DVD. Gravados em alta definição, os discos Blu-ray proporcionam uma imagem com mais detalhe. Devem, para tal, ser ligados a um televisor HD-ready com um cabo HDMI.
  • São ainda compatíveis com vários formatos de áudio de alta definição, como o DTS-HD e o Dolby TrueHD, incluídos nos filmes Blu-ray. Em teoria, devolvem um som com mais qualidade. Mas, nos nossos testes, observámos que a qualidade das colunas influencia muito mais o som do que o formato. Na prática, não há diferença entre uma música em Dolby Digital/DTS e outra em alta definição, a menos que use uma aparelhagem de elevada qualidade e tenha os ouvidos bem calibrados.
  • Quase todos os equipamentos leem discos Blu-ray em três dimensões. Usados numa televisão com a mesma tecnologia, sem esquecer os óculos especiais, conferem à imagem um impressionante efeito de profundidade.
HDMI melhora som e imagem
  • Para usar o kit como amplificador de um aparelho de som, precisa de entradas de áudio. Os sistemas 5.1 testados têm, pelo menos, uma entrada estéreo. Muitos possuem ainda, no mínimo, uma entrada para áudio digital, para reproduzir o som surround de outro aparelho, como o leitor de DVD e a PlayStation 3.
  • Alguns kits vêm equipados com entradas HDMI e dispõem de ficha de saída para o televisor. A entrada HDMI também é uma possibilidade para transmitir áudio. Alguns equipamentos não têm entradas de áudio, mas trazem duas HDMI, o que permite ligar dois aparelhos (leitor Blu-ray ou de DVD). Com a funcionalidade HDMI ARC, o som do televisor é enviado para o sistema através do cabo HDMI.
  • O HDMI também melhora a imagem. Se ligar uma fonte de vídeo ao kit, este incrementa a resolução, no geral, de 576 para 1080 linhas. Mas o resultado depende da imagem devolvida pelo televisor. Se a qualidade for elevada, pode prescindir do sistema de melhoramento (upscalling).
  • As entradas HDMI reduzem o número de cabos. A partir do recetor do sistema, apenas um é ligado ao televisor. Os restantes aparelhos (leitor Blu-ray ou de DVD, box, PlayStation 3, etc.) são conectados ao recetor e não à televisão.

2.1 e barras sem som envolvente

  • Os sistemas 5.1 e 2.1 trazem rádio com boa receção. Os primeiros conseguem corrigir com mais eficácia erros, como riscos, poeiras ou dedadas.
  • A qualidade do som estéreo, em média, não difere muito da proporcionada pelas aparelhagens hi-fi micro. Como os kits dependem do subwoofer para reproduzir os graves, tendem a sobrepor frequências, o que resulta num som menos equilibrado.
  • O som envolvente, que inclui aspetos como a reprodução vocal, os diálogos, os efeitos sonoros e a dinâmica, só é convincente nos sistemas 5.1. Os kits 2.1 e as barras são vendidos com o argumento de oferecerem o efeito envolvente, devido a um pretenso efeito de triangulação nas paredes. Mas os nossos testes provaram o contrário. Estes aparelhos apenas melhoram o som da televisão. Porém, não aconselhamos as barras devido ao preço elevado: algumas custam 1000 euros.
  • Para avaliar a qualidade da imagem, usámos um DVD e ligámos os kits ao televisor de modo analógico e por meio de um cabo HDMI (digital). Na última opção, o aumento da resolução (upscaller) estava ligado e rendeu resultados superiores. O desempenho foi ainda melhor quando usámos um disco Blu-ray.

  Este texto respeita o novo acordo ortográfico
 
 
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