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Sida: defesa é o melhor ataque

Apesar da evolução dos tratamentos, ainda não existe cura nem vacina. A prevenção é a única forma de evitar a doença.

Sida: defesa é o melhor ataque

Os tratamentos para a sida permitem uma sobrevivência e qualidade de vida cada vez maior, o que pode dar a sensação, sobretudo nos países ocidentais, de que a doença está controlada e contribuir para um relaxamento face às medidas preventivas. Em Portugal, verifica-se um aumento proporcional da transmissão entre os heterossexuais. A sida deixou de ser encarada enquanto problema exclusivo de certos grupos para passar a ser vista como uma doença a que qualquer pessoa está sujeita.

Contra o preconceito

  • Ter consciência das formas de propagação é a chave para a prevenção. O VIH é transmitido através dos fluidos corporais, como o sangue (incluindo o menstrual), o esperma, os mucos vaginais e o leite materno. Tal pode ocorrer através das relações sexuais, se não for usado preservativo; partilha de seringas entre toxicodependentes (ou picadas acidentais); cirurgias, tatuagens ou pírcingues realizados sem equipamento esterilizado ou descartável; transfusão de sangue e produtos derivados ou, ainda, transplante de órgãos ou tecidos infectados. Por fim, o vírus pode passar de mãe para filho, quer no útero, quer durante o parto ou amamentação.
  • A sida não se transmite através de beijos, abraços, apertos de mão, tosse ou espirros. A partilha de chuveiros, casas de banho ou talheres também não é factor de risco. As massagens e a masturbação mútua, desde que não haja contacto dos fluidos com uma ferida, são igualmente seguras. Do mesmo modo, as picadas de insectos e o contacto com fezes, saliva, urina ou suor, a menos que contenham sangue, não transmitem a doença.

Aposta na prevenção

  • A melhor forma de não ser infectado é prevenir. Há cada vez mais informação a este nível. A redução dos novos casos depende de uma mudança de mentalidades. O uso de preservativo nas relações sexuais, a rejeição pelos toxicodependentes de seringas usadas e cuidados acrescidos por quem lida com doentes de sida não podem ser descurados.
  • Os tratamentos iniciados nas 48 a 72 horas após a potencial exposição ao vírus e prolongados por um mês podem diminuir o risco de contaminação. Dirija-se ao hospital. O médico analisará se o tratamento é adequado.
  • Há tratamentos que reduzem para 1 a 2% o risco de a doença passar de mãe para filho. São iniciados durante a gravidez, estendendo-se ao parto e às primeiras semanas de vida do bebé. No geral, o parto é feito por cesariana e a amamentação eliminada, para evitar a contaminação.

Detectar o mais cedo possível

  • Os portadores de VIH podem viver muitos anos sem sintomas, desconhecendo o seu estado e espalhando a infecção de forma inconsciente. O diagnóstico precoce é vital. Não hesite em submeter-se a um teste se:
    • teve sexo desprotegido ou sofreu uma doença sexualmente transmissível;
    • pensa engravidar ou engravidou sem planear;
    • foi vítima de violação, desmaiou ou não se lembra do que aconteceu após ter ingerido bebidas alcoólicas ou consumido drogas;
    • partilhou agulhas ou outro equipamento para injectar drogas, fez uma tatuagem ou colocou um pírcingue sem garantias de higiene;
    • recebeu uma transfusão de sangue em condições sanitárias deficientes.
  • Agir rapidamente pode melhorar a saúde a longo prazo. Existe uma rede de centros de aconselhamento e detecção precoce em todo o País, onde os testes são anónimos e gratuitos (contacto de Lisboa: 21 393 01 51).

 
 
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