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Hepatites: prevenir o contágio

A hepatite é uma inflamação do fígado. Consoante o vírus que a provoca, pode curar-se de forma simples, com repouso ou, pelo contrário, tornar-se crónica e exigir tratamentos prolongados.

Hepatites: prevenir o contágio

As mais comuns são as hepatites A, B e C, que nem sempre provocam sintomas. Uma pessoa aparentemente saudável pode ser portadora da doença e, devido ao elevado grau de contágio, transmiti-la a outras.

Hepatite A
O contágio ocorre através do contacto com as fezes de um doente. Por exemplo:

  • comida ou água contaminada;
  • falta de higiene de pessoa infectada após ida à casa de banho e contacto com objectos e comida;
  • troca de fraldas de um bebé doente;
  • limpeza insuficiente da sanita utilizada por alguém infectado;
  • prática de sexo anal e oral com doente.
  • Os grupos de risco incluem viajantes para fora da Europa, familiares ou parceiros sexuais de pessoas infectadas, toxicodependentes e profissionais de saúde.

O método mais eficaz para prevenir a infecção é a vacina, administrada em duas doses ao longo de seis meses. No entanto, também é recomendado:

  • lavar as mãos com sabão e água, sobretudo, depois de ir à casa de banho, de trocar uma fralda, antes de cozinhar e comer;
  • evitar beber água da torneira ou utilizar gelo;
  • não consumir marisco nem alimentos crus em países com condições sanitárias precárias.

Hepatite B
A infecção é transmitida através do contacto com sangue, sémen ou outros fluidos corporais de uma pessoa infectada. Por exemplo:

  • relações sexuais sem protecção;
  • partilha de seringas e de outro material utilizado para injectar drogas;
  • prática de tatuagens e pírcingues;
  • tratamentos de acupunctura (com agulhas não esterilizadas);
  • transmissão de mãe para filho durante o parto.

Dos grupos de risco fazem parte pessoas que mantêm relações sexuais com infectados, com múltiplos parceiros sexuais ou com doenças sexuais transmissíveis, consumidores de drogas injectáveis, pessoas que vivem com doentes crónicos, profissionais que contactem com sangue e pacientes sujeitos a hemodiálise.

A hepatite B também dispõe de vacina, fornecida em três doses durante seis meses. É aconselhada a crianças e grupos de risco. Faz parte do programa nacional de vacinação e é administrada a recém-nascidos. Outras medidas de prevenção incluem:

  • não partilhar objectos cortantes ou perfurantes, como tesouras, lâminas, corta-unhas, etc;
  • não partilhar seringas nem outro material utilizado para injectar drogas;
  • usar preservativo;
  • utilizar instrumentos esterilizados e agulhas descartáveis na prática de tatuagens, pírcingues e acupunctura.

Hepatite C
O contágio é feito através do contacto com sangue de um doente. Por exemplo:

  • partilha de agulhas, seringas, escovas de dentes, lâminas, corta-unhas, tesouras, pírcingues;
  • relações sexuais desprotegidas (menos frequente);
  • transmissão de mãe para filho durante o parto (risco de 6%).

Nos grupos de risco, encontram-se toxicodependentes e pessoas que, antes de 1992, receberam transfusões de sangue ou derivados. Só a partir de 1991, com a introdução dos testes do vírus da hepatite C, é que as transfusões de sangue e derivados passaram a ser seguras.

Na hepatite C, ainda não há uma vacina eficaz. Por isso, para se proteger contra a infecção, deve:

  • evitar o contacto com escovas de dentes, lâminas, corta-unhas, tesouras, pírcingues e outros objectos de uso pessoal que possam ter sangue contaminado;
  • não partilhar seringas nem outro material utilizado para injectar ou inalar drogas;
  • usar preservativo;
  • desinfectar as feridas e protegê-las com pensos e ligaduras;
  • utilizar instrumentos esterilizados e agulhas descartáveis na prática de tatuagens, pírcingues e acupunctura.

 
 
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