Dieta
equilibrada, exercício físico
adaptado e repouso são essenciais para quem sofre de
lúpus, esclerose múltipla
ou artrite reumatóide.
A
autoimunidade resulta de uma falha do sistema imunitário,
que reconhece
elementos do próprio corpo como estranhos e ordena a
produção de
anticorpos para combatê-los. No processo, "os soldados
de
defesa" podem prejudicar o funcionamento dos tecidos ou tentar
destruí-los. Um quinto da população
tem tendência genética para estas
patologias de causas desconhecidas e 5 a 8% desenvolvem-nas. Dois
terços dos
doentes são mulheres.
Diagnóstico
difícil
Os
sintomas incluem cansaço, perda de apetite e peso, dores
musculares e
nas articulações. Mas o diagnóstico
nem sempre é fácil, porque os sinais
não
são exclusivos e, muitas vezes, manifestam-se de forma lenta
e intermitente. Em
geral, é preciso estudar a história
clínica do doente e fazer exames físicos.
Consoante os sintomas, o médico pode receitar
análises ao sangue, biópsias,
raio-X, ressonâncias e cintigrafias.
Descanso
e exercício adaptado
Nalguns casos, os sintomas desaparecem ou atenuam-se com o
tempo, mas não
existe cura para a autoimunidade. Medicamentos e outros tratamentos
ajudam a
diminuir o mal-estar e prevenir a deterioração
dos órgãos.
A dieta equilibrada contribui para manter o sistema
imunitário o mais
saudável possível.
Descansar e dormir bem favorece a
recuperação dos tecidos e
articulações.
Praticar exercício, pelo menos, 30 minutos por
dia, ajuda a combater a
dor. Adequadas a cada caso, disciplinas como ioga e tai-chi podem ser
úteis.
Viver num ambiente descontraído, evitar o
stresse e fazer actividades de
que gosta contribuem para aliviar a dor.
Os grupos de autoajuda e as
associações de doentes permitem partilhar
experiências para enfrentar melhor o dia-a-dia.