Cálculos biliares tratam-se com cirurgia
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Na
maioria dos casos, os cálculos biliares
não provocam sintomas. Quando é
necessário tratamento, a solução
é operar.
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Estima-se que 10 a 20% da população
europeia
sofre de
cálculos biliares. Na Europa, os cálculos
são essencialmente formados por
colesterol, bilirrubina (pigmentos amarelos) e cálcio. Como
nem sempre provocam
sintomas, são várias vezes detectados
através de uma ecografia ao abdómen,
feita por outras razões.
Cólica
biliar é o sintoma
mais comum
Os
sintomas dos cálculos biliares podem
limitar-se a uma sensação de
indigestão, enfartamento ou náuseas. Mas, regra
geral, surgem associados à cólica biliar: uma dor
forte, repentina e que atinge
um pico em poucos minutos. O período de dor depende de cada
paciente, podendo
oscilar entre 15 minutos a algumas horas. Na maioria dos casos,
não é perigosa,
mas podem surgir complicações. A mais frequente
é a inflamação da vesícula,
a
colecistite aguda. Esta pode, ainda, desenvolver uma
infecção.
O
médico deve certificar-se de que a origem dos
sintomas são os cálculos e excluir outras causas,
como uma úlcera no estômago.
Como não há um padrão de sintomas para
estes casos, é importante que se avaliem
todas as hipóteses. Alguns pacientes afirmavam continuar com
dores, após a
retirada da vesícula.
Cirurgia
é a melhor opção
Quando os
cálculos são descobertos por acaso, o
melhor é não prescrever tratamentos. Para aliviar
a dor, os médicos prescrevem
alguns analgésicos e, quando se trata de uma
infecção, optam por antibióticos.
Mas, o tratamento de fundo consiste na retirada da vesícula,
até porque é
possível viver sem este órgão. Nestes
casos, a bílis segue directamente para o
intestino. Existem, ainda, outros tratamentos não
cirúrgicos, mas menos
eficazes.
Para
prevenir, mantenha uma alimentação
saudável
e pratique actividade física. É também
importante não oscilar bruscamente de
peso. Engordar ou emagrecer de forma muito rápida podem
provocar o aparecimento
dos cálculos. A hereditariedade também
é um factor a ter em conta, assim como a
pílula contraceptiva. As crianças são
o único grupo que não é afectado pelos
cálculos biliares.
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