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Roubado, muitas vezes, em casa, perde uma média de 1000 euros e tem medo até um ano depois, mas não denuncia: é o retrato-tipo da vítima desenhado pela DECO PROTESTE, após um inquérito a 2400 portugueses. O estudo foi realizado em simultâneo com as associações congéneres de Espanha, Itália e Bélgica, num total de 11 300 respostas, e publicado na PRO TESTE n.º 286, de Dezembro.
Cerca de 40% dos inquiridos portugueses sofreram um crime nos últimos 5 anos. Carro vandalizado, roubo de objectos no interior ou da carteira/mala sem violência são os mais citados.
Das 12 cidades nacionais analisadas, Amadora, Porto, Aveiro, Almada, Santarém e Lisboa têm uma incidência de crimes superior a 27 por cento. As três mais problemáticas figuram na zona laranja na comparação internacional com 48 cidades. Faro e Vila Nova de Gaia têm a taxa de crime mais baixa. A DECO PROTESTE divulga, no sítio on-line, os resultados completos das 48 cidades europeias.
Questionados sobre o impacto dos crimes, “um em cada cinco (inquiridos vítimas de crime) revela que o bem-estar geral e a rotina diária foram bastante afectados”. As marcas também se fazem sentir no orçamento. Só em 2006, cada vítima de roubo de objectos no interior do carro conta ter perdido, em média, 1400 euros. Juntando os gastos de todas as vítimas, a média é de € 1000 por incidente.
A insegurança em Portugal é superior à dos outros países do estudo, ao ponto de 65% dos inquiridos sentir-se menos seguro na rua à noite do que há 5 anos.
O estudo revela um cepticismo generalizado com a acção da polícia. Mais de metade dos inquiridos vítima de crime não faz participação e, dos que fazem, 58% afirma não surtir nenhum efeito. Portugal obteve a pior avaliação nos resultados das denúncias.
A DECO defende que "o Ministério da Administração Interna tem de tornar os serviços da polícia mais eficientes". Em colaboração com o Ministério da Justiça, deve adoptar medidas para uma justiça mais célere.
Já as esquadras têm todo o interesse em fazer campanhas para incentivar comportamentos preventivos. A maioria dos inquiridos sente-se mais seguro com a presença da polícia e consideram importante o reforço da vigilância, sobretudo à noite.
| Pro Teste n.º 286 - Dezembro de 2007 - págs. 30 a 34 |
26.11.2007
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