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Empresa de aluguer de carros debitou € 574,75 pela reparação do vidro. Após a reclamação do nosso associado, a Hertz devolveu mais de metade do valor cobrado.
Ao penúltimo dia do aluguer à Hertz de um veículo por uma semana, em setembro de 2010, Carlos Martins, 43 anos, de Caxias, Oeiras (distrito de Lisboa) detetou um dano. O vidro do para-brisas dianteiro tinha uma fissura com um diâmetro inferior a uma moeda de 2 euros. De imediato, contactou a Hertz. Informaram-no que, dada a dimensão, o vidro seria reparado e não trocado.
Débito sem resposta
Antes de entregar o carro, Carlos pediu um orçamento numa oficina especializada em vidros. O técnico estimou o custo em 78 euros.
De volta à empresa de aluguer, o funcionário escusou-se a apontar o valor do arranjo. Ao ligar para o apoio ao cliente da Hertz, Carlos ficou a saber que iriam debitar-lhe € 574,75 pelo arranjo. O leitor reclamou por escrito, mas não evitou que, 5 dias depois e sem dar satisfações, a Hertz cobrasse € 998,54 no seu cartão de crédito. Carlos já contava desembolsar € 420 pelo aluguer do carro. Enviou nova reclamação à empresa e contou-nos o seu caso.
Cobrar o dobro do custo real
Uma semana depois, a Hertz refez as contas: pretendia devolver mais de metade do custo da reparação, 290,83 euros. Três dias após contactarmos a empresa, Carlos recebeu o dinheiro.
A Hertz justificou que a sua política é substituir e não reparar componentes, para segurança dos clientes. Mas é lamentável que o procedimento seja cobrar um valor “calculado com base num orçamento”, que depois verificou ser muito superior ao do custo real da reparação.
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