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Funcionários que não verificam correspondência registada e escolhem serviços
sem consultar o cliente marcam a negro o vermelho histórico do serviço
postal português. A DECO PROTESTE visitou 300 estações e muitas não estão
preparadas para informar sobre várias situações, desde reclamar de uma carta
extraviada à subscrição de certificados de aforro. Os resultados completos de
cada estação de 76 concelhos do País estão disponíveis no sítio da associação
de defesa dos consumidores .
Num serviço anunciado com tratamento especial e controlo individual, só uma
estação detectou as diferenças entre o envelope e o talão de registo. Confrontados
ainda com um talão sem a opção de envio assinalada, a maioria dos funcionários
não perguntou qual a pretendida e escolheu sem ouvir o cliente. Também
o fax apresentado aos balcões podia ser enviado apenas na folha de transmissão,
40 cêntimos mais barato, mas só 35 funcionários alertaram.
Mais de meia hora à espera ao balcão e horários pouco convenientes em muitas
estações são outros sinais de degradação do serviço. A DECO já lançou o
alerta à Autoridade Nacional das Comunicações, ao Ministério da Economia e
da Inovação e à Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.
A Anacom não pode permitir que o desrespeito dos níveis de qualidade que
os CTT são obrigados a cumprir, como aconteceu em 2006, seja corrigido com
medidas como a oferta de envelopes pré-franquiados. “Só a penalização pelos
preços dos serviços exclusivos dos CTT pode beneficiar todos os consumidores”,
defende a DECO.
Com a liberalização total do sector até ao final de 2010 e a possível entrada
de novos operadores, a DECO apela ao Governo para garantir a manutenção do
serviço postal universal, com qualidade, a preços acessíveis e em todos os pontos
do País. O desafio para os CTT está em adaptar e melhorar já o serviço, a
começar pelos balcões, formação dos funcionários, horários mais convenientes
e redução dos tempos de espera.
| PROTESTE n.º 289, Março de 2008 - págs. 8 a 13 |
25.02.2008
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