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Pouca independência do conselho de administração, falta de transparência e remunerações exageradas dos administradores prejudicam a maioria das empresas.
As empresas portuguesas com peso estatal revelam piores resultados no estudo Governo das Sociedades. A PROTESTE POUPANÇA analisou 338 empresas nacionais e internacionais cotadas em bolsa e as conclusões são decepcionantes: num máximo de 10 pontos, foi atingida uma média de 5,1, aquém dos 5,4 do ano passado.
Os países com melhor desempenho foram o Reino Unido (6,1), a Suíça (6), a Alemanha (5,8) e a Holanda (5,7). Com um valor de 5,3, as empresas nacionais ficaram pela primeira vez acima da barreira dos 5 pontos. No ano passado, atingiram 4,9 pontos. Na tabela global, 10 sociedades portuguesas posicionaram-se entre as 100 melhores, quando, no último estudo, apenas 2 conseguiram tal proeza.
Em Portugal, a Jerónimo Martins, ligada ao sector da distribuição, e a Impresa, aos meios de comunicação social, lideram nas melhores práticas. Os maus exemplos vêm, muitas vezes, das empresas com mais peso na nossa bolsa: Galp, REN, EDP e Portugal Telecom, que acusam a influência do Estado na gestão.
A DECO defende a eliminação das golden shares e das limitações ao direito de voto. Os conselhos de administração devem ser compostos por uma maioria de membros independentes. Os auditores têm de ser mudados com regularidade e impedidos de prestar outros serviços às empresas que analisam. Para promover a transparência das contas, devem ser proibidas as filiais em paraísos fiscais e as despesas confidenciais.
A associação de consumidores vai denunciar à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, entidade que regula o sector, os resultados do estudo e as suas exigências.
Consulte o dossiê completo no portal financeiro.
30.11.2010
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