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Preparar a saída da vida activa

Junte capital para complementar a reforma e compensar a perda do poder de compra.
 
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Quanto mais longo for o prazo da poupança, maior a rentabilidade. Por exemplo, se poupar 50 euros por mês a partir dos 40 anos, obtém um capital acima de 25 mil euros aos 65 anos. É preferível constituir uma poupança pouco a pouco do que adiar esta decisão para mais tarde.

Não aplique todos os montantes em produtos a longo prazo, pois corre o risco de necessitar do capital. Ponha de parte algum dinheiro, disponível a qualquer momento, para fazer face a imprevistos. Para não correr riscos desnecessários, aconselhamos os depósitos a prazo.

PPR entre as soluções
Os planos de poupança-reforma servem para incentivar a poupança e garantir um complemento. São especialmente atractivos pelo benefício fiscal. Mas não há garantia de que se mantenham no futuro.

Em 2008, pode deduzir 20% do investimento, até 400 euros, se tiver menos de 35 anos, ou 350 euros, entre 35 e 50 anos. Se tiver mais de 50 anos, só pode deduzir 300 euros. Assim, não invista mais de 2000, 1750 ou 1500 euros, respectivamente. Estes montantes devem ser declarados no anexo H do modelo 3 da declaração de IRS.

Os PPR são aconselháveis a partir dos 40 anos. Os montantes aplicados só podem ser resgatados quando atingir a reforma por velhice ou a partir dos 60 anos, desde que decorridos 5 anos após a última entrega. Ou, então, em caso de desemprego superior a um ano ou doença grave e incapacidade para o trabalho. Prefira o resgate total, pois paga uma taxa inferior, de 8% sobre o que ganhou. Deposite o montante de que não precisa num investimento seguro, como um depósito a prazo. Se optar por uma renda periódica, esse rendimento acresce a salários, pensões ou rendas que receba. Neste caso, paga uma taxa de imposto de 10,5 a 42% sobre o rendimento anual.

Entre 40 e 50 anos, pode correr algum risco e investir num fundo PPR com acções. O potencial de valorização a longo prazo é superior. A DECO negociou um protocolo para a subscrição de uma das Escolhas Acertadas com várias vantagens. Se tem mais de 50 anos, ou seja, faltam até 10 anos para o resgate do PPR, opte por um seguro PPR com garantia de capital.

Certificados de reforma não são PPR
Os certificados de reforma não são PPR. Trata-se de unidades de participação de um fundo criado pelo Estado, que permite a cada trabalhador constituir um complemento de pensão ou uma poupança através de um novo desconto mensal sobre o salário.

A adesão é facultativa e o capital acumulado será tanto mais elevado quanto mais cedo aderir ao regime e mais alta for a taxa de entregas escolhida. Os certificados de reforma exigem um salário muito elevado (3646 euros, se descontar 4%, ou 7292, se for 2%) para atingir o benefício fiscal máximo (350 euros).

Têm outros inconvenientes: falta de liquidez, não garantir o capital, nem permitir a escolha do produto mais adequado ao seu perfil porque a carteira é igual para todos os subscritores.

Carteira de fundos ou acções como alternativa
Com cerca de 10 000 euros ou mais, além de um PPR, pode criar uma carteira de fundos adaptada ao seu perfil. Aceita um pouco de risco, mas obtém um rendimento superior a longo prazo.

Com montantes mais reduzidos, aplique em fundos mistos, cuja carteira é composta por acções e obrigações. Para períodos de 20 anos ou mais, opte por um fundo misto agressivo, que investe mais de 50% em acções. Entre 10 e 20 anos, prefira um fundo misto neutro (em média, com 50% de acções e 50% de obrigações). De 5 a 10 anos, é mais indicado um defensivo (até 30% de acções). A partir dos 50 anos, começa a aproximar-se do momento em que precisa de usar o capital acumulado. Neste caso, deve transferir para activos com menos risco, como depósitos a prazo.

Seguros de capitalização para não arriscar
São ideais para investir a longo prazo, regra geral, o rendimento é superior à inflação. Ao fim de 20 ou 30 anos, junta menos capital do que numa carteira diversificada de fundos (tendo em conta as probabilidades, pois nada é garantido), mas não é afectado pelas flutuações das principais Bolsas.


 Última atualização em 29 de outubro de 2008

 
 
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