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Das 35 passagens para peões inspeccionadas pela PROTESTE, em Braga, Porto, Lisboa, Setúbal, Faro e Portimão, só 9 obtiveram uma apreciação positiva.
Nas 26 que chumbaram, 11 apresentavam falhas muito graves que põem em causa a segurança de quem atravessa. A ausência de medidas que levem a uma redução da velocidade dos veículos, antes de se aproximarem da passadeira, com ou sem semáforos, e tempos de espera e atravessamento realistas foram algumas das falhas encontradas. Os técnicos daquela revista mediram a velocidade dos veículos e depararam com valores excessivos: em média, 45 km/ hora, nas passagens sem semáforos, e 47 km/hora, nas que os têm. Uma mota circulava mesmo a 116 km/hora na Estrada da Circunvalação, no Porto, junto à passadeira.
Segundo a DECO, a escassez de normas técnicas nacionais que definam os requisitos mínimos de qualidade de uma passagem, com base em diferentes cenários urbanos, são uma das causas dos resultados e dos números da sinistralidade de peões. Daí defender que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, enquanto entidade responsável, deva elaborar normas orientadoras para ajudar as empresas gestoras das vias (autarquias, concessionárias ou Estradas de Portugal) a conceber passagens seguras.
Para a associação de consumidores, algumas medidas simples e baratas podem ser um primeiro passo para aumentar a segurança pedonal: por exemplo, a manutenção das passadeiras e a regulação dos tempos dos semáforos. Para a DECO, a colocação de medidas redutoras de velocidade são essenciais nas vias onde os veículos aceleram mais. Contudo, este estudo demonstra que a prioridade em ambiente urbano ainda é dada ao automóvel, em locais onde não se justifica.
Ver fotogaleria com bons e maus exemplos.
| PROTESTE n.º 317, Outubro de 2010 - págs. 44 a 48 |
16.09.2010
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